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Correio da Manhã

Economia
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Exportações aumentam 8,7% em 2021 e 7,9% em 2022, diz Plano de Estabilidade

O défice das contas públicas portuguesas ficará nos 4,5% este ano, a partir de 2022 atingirá o valor de 3,2%, e a partir de 2023 voltará a ficar abaixo dos 3%.
Lusa 16 de Abril de 2021 às 11:55
Exportações
Exportações FOTO: iStockphoto
O Governo prevê que as exportações portuguesas aumentem 8,7% em 2021 e 7,9% em 2022, devido à retoma mundial e ao turismo, de acordo com o Programa de Estabilidade (PE).

Segundo o documento, aprovado na quinta-feira e que deu entrada no 'site' da Assembleia da República pouco depois da meia-noite, "espera-se que as exportações aumentem 8,7% em 2021 e 7,9% no ano seguinte, recuperando da queda de 18,6% em 2020, refletindo não só o aumento da procura externa global, como a retoma do turismo".

O Governo tem assim a expectativa de que haja "uma evolução positiva da situação epidemiológica e dos efeitos associados ao processo de vacinação" contra a covid-19.

"Para os anos posteriores, prevê-se que as exportações desacelerem para um crescimento de 4,6% no final do horizonte de projeção [2025] e o crescimento das importações estabilize em torno dos 5,5% ao ano", pode ler-se no documento elaborado pelo Ministério das Finanças.

As importações também aumentam 5,6% este ano, depois de terem caído 12% em 2020, crescendo 6% em 2022 e 2023, 5,6% em 2024 e 5,4% em 2025.

Outra das rubricas que o Governo espera ver aumentada é a do investimento, já que a "gradual melhoria da confiança dos agentes económicos e a implementação das reformas previstas no Programa de Recuperação e Resiliência sustentam a aceleração prevista do investimento em 2022 e 2023 (8,0% e 8,6%, respetivamente)".

Em 2021, o investimento ainda se fica pelos 4%, e em 2024 e 2025 será de 6,3% e 5,7%, respetivamente.

Também o consumo público "deverá aumentar em 2021 e 2022, (1,7% e 1,4%, respetivamente), desacelerando posteriormente até 2025 (1%)", segundo os números do executivo.

Já o consumo privado será de 2,8% do PIB em 2021 e acelerará para os 4,9% no próximo ano, abrandando depois para 2,2% em 2021 e 2,1% em 2024 e 2025, segundo as estimativas do Governo.

Para este ano, o maior contributo para o crescimento do PIB de 4% virá " maioritariamente da procura interna (2,9 p.p. -- pontos percentuais), e em menor grau do contributo da procura externa líquida (1,1 p.p.)".

"No ano seguinte, o crescimento do PIB deverá acelerar para 4,9%, mantendo-se um crescimento superior a 2% ao longo do restante período de projeção", pode também ler-se no documento.

Quanto à inflação, será de 0,8% este ano (depois de uma deflação de 0,1% em 2020) e deverá ir aumentando ao longo dos anos, sendo de 0,9% em 2022, 1,1% em 2023, 1,3% em 2024 e 1,4% em 2025.

O Governo aprovou na quinta-feira o Programa de Estabilidade (PE) 2021/2025, documento no qual prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 4% este ano, abaixo dos 5,4% anteriormente previstos, e 4,9% em 2022.

Quanto ao desemprego, o Governo prevê que a taxa deste ano fique nos 7,3%, acima dos 6,8% com que terminou 2020, mas abaixo da anterior previsão, de 8,2%.

O défice das contas públicas portuguesas ficará nos 4,5% este ano, a partir de 2022 atingirá o valor de 3,2%, e a partir de 2023 voltará a ficar abaixo dos 3%.

Este ano, a dívida pública deverá ficar nos 128% do PIB, baixando depois para 123% em 2022, para 121% em 2023, para 117% em 2024 e 114% em 2025.

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