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Correio da Manhã

Economia
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Ministro da Economia questionado sobre ligação de Aveiro a Águeda

O presidente da EP/Refer, António Ramalho, colocou em causa a necessidade de construir a via rápida.
15 de Janeiro de 2015 às 16:51
Pires de Lima vai viajar acompanhado do secretário de Estado Adjunto e da Economia
Pires de Lima vai viajar acompanhado do secretário de Estado Adjunto e da Economia FOTO: António Cotrim/LUSA

O deputado do PS eleito por Aveiro, Filipe Neto Brandão, questionou esta quinta-feira o ministro da Economia, Pires de Lima, sobre a ligação rodoviária entre Aveiro e Águeda, que considera determinante para o futuro da região.

A pergunta endereçada pelo deputado ao ministro surge na sequência de afirmações proferidas pelo presidente da EP/Refer, António Ramalho, que colocou em causa a necessidade de construir a via rápida, observando que as duas cidades estão ligadas por duas autoestradas, a A1 e a A25, o que foi repudiado pelo presidente da Câmara de Águeda, Gil Nadais, e pelo presidente da Associação industrial de Águeda, Ricardo Abrantes. Já o presidente da Câmara de Aveiro, em declarações públicas, disse que a ligação a Águeda está inscrita no plano de investimentos que a Comunidade Intermunicipal, a que preside, pretende candidatar a fundos comunitários, num processo a que a Estradas de Portugal é alheia.

Na pergunta ao ministro, o deputado socialista relembra que "a construção de um eixo rodoviário entre Aveiro e Águeda é reclamada pelas respetivas populações há já várias décadas." Filipe Neto Brandão fez também questão de recordar que "no ano de 2008 a importância da construção de uma tal ligação foi finalmente reconhecida pela administração central, tendo sido prevista e integrada na concessão rodoviária "Auto Estradas do Centro", com uma extensão de 14 quilómetros e a designação de "ligação do IC2 a Aveiro".

"Apesar das vicissitudes várias que o concurso veio a sofrer e que viriam inclusive a conduzir à sua anulação e adiamento, até hoje, porém, a importância da ligação rodoviária, em si, jamais fora contestada", sublinha. Filipe Neto Brandão considera que a afirmação do gestor público "além de displicente, revela um completo desconhecimento da realidade da região e dos objetivos que eram e continuam a ser visados com a construção dessa ligação: proporcionar uma ligação transversal de qualidade entre Aveiro e Águeda e os principais eixos longitudinais (A17, A1 e IC2), estimando-se uma diminuição de 53% no tempo médio de percurso entre as duas cidades".

Admitindo que a posição do presidente da EP/Refer não tenha a concordância do ministro, o deputado conclui questionando Pires de Lima sobre qual a reação do Governo perante essa afirmação e, bem assim, quais as instruções que o Governo irá transmitir às Estradas de Portugal sobre a matéria".

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