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Correio da Manhã

Economia

Patrões disponíveis para regressar à Concertação Social

Confederações patronais querem retomar a sua participação a tempo de discutirem a atualização do salário mínimo nacional. 
Correio da Manhã e Lusa 9 de Novembro de 2021 às 15:28
António Saraiva , líder da CIP
António Saraiva , líder da CIP FOTO: Pedro Catarino
As confederações patronais anunciaram esta terça-feira que estão disponíveis para retomar, dentro do atual contexto político com o chumbo do Orçamento do Estado para 2022, a agenda da Concertação Social. 

Deste modo, os patrões querem retomar a sua participação a tempo de discutirem a atualização do salário mínimo nacional. 

"A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) estão disponíveis para retomar, dentro do atual contexto político, a agenda de trabalhos da CPCS, designadamente a discussão sobre o aumento do salário mínimo para o próximo ano", pode ler-se em comunicado. 

As confederações, decidiram assim, na sequência de uma audição com o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e recente reunião com o Primeiro-Ministro António Costa retomar a agenda da Concertação Social. 

CAP, CCP, CIP e CTP consideram, porém, que, para uma efetiva discussão da atualização do salário mínimo nacional, "é fundamental que o Governo apresente os fundamentos económicos que suportam a referida proposta".

O Governo vai propor aos parceiros sociais um aumento do salário mínimo nacional dos atuais 665 euros para os 705 euros em 2022, tal como confirmou esta segunda-feira o primeiro-ministro, António Costa, numa entrevista à RTP1.

Na posição conjunta assumida pelas quatro confederações, os patrões dizem-se igualmente disponíveis para participar numa discussão aprofundada e calendarizada do PT2030 (o novo quadro comunitário de apoios), mas avisam que recusam "uma auscultação meramente protocolar que sirva apenas para referenciar que foram cumpridas as exigências de Bruxelas".

"O agendamento destes temas não deverá ser feito unilateralmente por qualquer das partes envolvidas na Comissão Permanente de Concertação Social, mas acordado entre todas as entidades integrantes da CPCS, como tem sido a prática corrente na instituição", afirmam a CAP, CCP, CIP e CTP, aproveitando para reiterar o seu empenhamento num processo de diálogo "sólido e construtivo".

Em 22 de outubro as quatro confederações patronais anunciaram que tinham decidido suspender a sua participação nas reuniões da Concertação Social e solicitado uma audiência ao Presidente da República, perante a "desconsideração do Governo pelos parceiros sociais" na discussão sobre legislação laboral.

A posição foi tomada pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e a Confederação do Turismo de Portugal (CTP), depois de o Conselho de Ministros de 21 de outubro ter aprovado alterações laborais que não foram discutidas com os parceiros sociais e que foram vistas pelos patrões como uma cedência do Governo aos partidos à esquerda do PS para conseguir a aprovação da proposta do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

A proposta orçamental, contudo, viria a ser chumbada durante a votação na generalidade realizada em 27 de outubro.

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