Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
5

PIB recupera depois do confinamento e acelera em 2022

Crescimento do PIB vai ser menor mas também a taxa de desemprego, prevê a União Europeia.
Raquel Oliveira e Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 13 de Maio de 2021 às 08:26
João Leão, quarta-feira, no debate parlamentar na Assembleia da República
João Leão, quarta-feira, no debate parlamentar na Assembleia da República FOTO: MIGUEL A. LOPES/lusa
As previsões da União Europeia para a economia portuguesa travam a euforia dos últimos tempos. Bruxelas reviu em baixa o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) português de 4,1 para 3,9%, enquanto a média da zona euro deve subir para os 4,3%. A economia grega, por exemplo, deverá subir 4,1% e a irlandesa 4,6%. Ou seja, Portugal volta a abrandar o passo e a crescer menos que a média europeia. O confinamento do início do ano alterou as projeções para Portugal.

A economia portuguesa deverá acelerar já a partir do próximo mês, para além da redução do PIB, a taxa de desemprego deverá ficar nos 6,8%, o défice nos 4,7% e a dívida pública deve reduzir-se para 127,2%. Segundo as previsões, o PIB português deverá atingir “o nível pré-pandemico no início de 2022”. A UE prevê a recuperação da economia nacional alavancada pelos investimentos do plano de resiliência, como sublinhou o comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, Mas, em contrapartida, antecipa um ritmo mais lento na melhoria das contas do turismo, apesar de ganhar “velocidade” a partir do terceiro trimestre.

“As taxas de crescimento continuarão a divergir consoante os Estados-Membros da UE, mas todas as economias deverão voltar a atingir os níveis registados previamente à crise”, conclui o documento.


Pandemia e aviação estragam contas
Mais de metade do défice de 5,7% das contas públicas registado em 2020 deve-se ao impacto orçamental das medidas de resposta à pandemia e de apoio financeiro à TAP e SATA, segundo o Conselho de Finanças Públicas (CFP).

Para além daqueles apoios, as medidas de resposta à crise pandémica (2,3% do PIB) contribuíram para “a deterioração” das contas públicas em 2020, de acordo com aquela entidade liderada por Nazaré Cabral.
Ver comentários