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Correio da Manhã

Economia
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Portugal recebe 2,37 mil milhões de euros do FMI

Valor corresponde ao peso do País na organização internacional e serve para reforçar as diferenças cambiais de todos os membros.
Wilson Ledo 24 de Agosto de 2021 às 08:58
FMI decidiu aumentar o seu capital, reforçando as reservas cambiais dos vários países
Kristalina Georgieva lidera FMI
FMI decidiu aumentar o seu capital, reforçando as reservas cambiais dos vários países
Kristalina Georgieva lidera FMI
FMI decidiu aumentar o seu capital, reforçando as reservas cambiais dos vários países
Kristalina Georgieva lidera FMI
Portugal recebeu o equivalente a 2 373 milhões de euros em direitos do Fundo Monetário Internacional (FMI), na sequência do ‘aumento de capital’ feito pela instituição. Este valor representa 1960 milhões de Direitos Especiais de Saque (DES), correspondendo à proporção do País nesta organização.

O FMI começou na segunda-feira, 23 de agosto, a reforçar as reservas cambiais de todos os membros, num montante global de 650 mil milhões de dólares (cerca de 554 mil milhões de euros, ao câmbio atual). “A alocação ajudará muitos Estados-membros a suavizar a necessidade de ajustamento face aos constrangimento de liquidez e a evitar políticas desequilibradas, ao mesmo tempo que fornece espaço para aumentar a despesa na resposta à crise e nas vacinas”, resumiu o FMI.

Os países em desenvolvimento e os mercados emergentes vão receber 275 mil milhões de dólares (235 mil milhões de euros) deste auxílio de emergência. Os países africanos têm qualificado estes montantes como essenciais para relançar o crescimento económico da região e apelado, devido à reduzida participação no fundo, que os países mais avançados e menos necessitados transfiram parte dos seus reforços. Para aumentar a sua liquidez, os países membros do FMI começaram a discutir uma emissão de DES ainda em 2020, devido ao impacto da Covid-19, que atirou a economia global para uma recessão de 3,5%. As perspetivas da organização apontam para uma subida de 6% já neste ano.

Apoio “é significativa dose no braço”
A diretora-executiva do FMI, Kristalina Georgieva, defendeu esta segunda-feira que a verba prevista no ‘aumento de capital’ do fundo, o maior de sempre, é “uma “oportunidade única” para combater a crise criada pela pandemia.

“É uma significativa dose no braço para o Mundo e, se for usada corretamente, uma oportunidade única para combater esta crise sem precedentes”, afirmou. Numa mensagem, a responsável explicou ainda que este bolo de 650 mil milhões de dólares permitirá “aumentar as reservas externas dos países e reduzir a sua dependência da emissão de dívida”.
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