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Correio da Manhã

Economia
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Preço dos alimentos sobe 15% em sete meses

Cabaz de bens essenciais custa mais 26,80 euros do que na véspera da invasão da Ucrânia pela Rússia.
João Maltez 2 de Outubro de 2022 às 10:24
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Fatura da luz mais cara desde este sábado
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A conta de uma ida ao supermercado não pára de aumentar. O preço de um cabaz de bens alimentares essenciais já subiu quase 15% desde o início da guerra na Ucrânia, há sete meses, segundo um estudo da Deco. De acordo com a associação de defesa do consumidor, o peixe e a carne são os produtos que mais se destacam ao nível dos preços médios praticados a nível nacional, com subidas, respetivamente, de quase 19% e de 17,5%.

A associação tem vindo a monitorizar semanalmente os preços de um cabaz de 63 produtos alimentares essenciais, que inclui bens como peru, frango, pescada, carapau, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete ou leite.

Um destes cabazes de bens alimentares essenciais custa atualmente 210,43 euros, mais 26,80 euros em comparação com o valor pedido a 23 de fevereiro (ver infografia), véspera da data de invasão da Ucrânia pela Rússia. Trata-se de um valor bem acima do aumento de preços (9,3%) que o Instituto Nacional de Estatística (INE) estimou para setembro, tendo em conta o conjunto de todos os bens e serviços.

Com efeito, o peso dos produtos alimentares na formação da inflação é expressivo, já que terá apresentado uma subida de quase 17% no mês passado, em comparação com o mesmo mês de 2021. De acordo com o INE, esta é a taxa mais elevada desde julho de 1990.

Energia tem o maior peso na inflação
O preço dos produtos energéticos (combustíveis, eletricidade e gás) registaram em setembro uma variação de 22,2% face ao mesmo período de 2021, segundo o INE. Esta é uma das componentes que, a par dos alimentos, mais pesa na subida da taxa de inflação, que terá atingido o mês passado os 9,3%, ainda de acordo com o INE. Pelo lado da energia, a tendência de subida do custo de vida vai manter-se, tendo em conta os aumentos, desde este sábado, do gás natural e da luz. Em alguns casos, a fatura sobe mais 40 euros.
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