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Correio da Manhã

Economia
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Proposta do Bloco de Esquerda sobre fim do corte nas pensões custa 200 milhões de euros

Partido apresentou ao Governo um conjunto de nove propostas que quer ver inscritas no OE para 2022 para viabilizar documento.
20 de Outubro de 2021 às 10:53
Catarina Martins, Bloco de Esquerda
Catarina Martins, Bloco de Esquerda
A proposta do Bloco de Esquerda para que se proceda ao recálculo das pensões de carreiras longas e de profissões de desgaste rápido, para que seja retirada a aplicação do fator de sustentabilidade, poderá ter um impacto orçamental anual de 200 milhões de euros, avança a imprensa nacional esta quarta-feira. 

A estimativa é do próprio Bloco de Esquerda que apresentou ao Governo na segunda-feira um conjunto de nove propostas que quer ver inscritas no do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) para poder viabilizar o documento no Parlamento, onde se inclui o recálculo das pensões de carreiras longas e de profissões de desgaste rápido.

O recalculo da pensão seria feito, segundo os bloquistas, mediante o pedido do pensionista e o "montante resultante do recálculo das pensões é aplicável às pensões pagas após 1 de janeiro de 2021", eliminando-se assim o fator de sustentabilidade, nas sucessivas flexibilizações do regime de reforma antecipada ocorridas desde 2017.

Em 2021, o fator de sustentabilidade representa um corte de 15,5% nas reformas antecipadas.

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