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Correio da Manhã

Economia
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Taxa de poupança das famílias cai para 5,9% no 2.º trimestre do ano

Por cada 100 euros disponíveis, as famílias pouparam 5,9 euros, valor mais baixo desde os 5,7 euros registados no terceiro trimestre de 2017.
Lusa 23 de Setembro de 2022 às 13:49
Poupança
Poupança FOTO: Getty Images
A taxa de poupança das famílias caiu para 5,9% do rendimento disponível no segundo trimestre do ano, refletindo o aumento de 2,7% do consumo privado, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com estes dados, que têm por base a informação do ano terminado no trimestre, por cada 100 euros disponíveis, as famílias pouparam 5,9 euros neste período, o valor mais baixo desde os 5,7 euros registados no terceiro trimestre de 2017.

"A taxa de poupança das famílias atingiu 5,9% do Rendimento Disponível Bruto (RDB), o que correspondeu a uma redução significativa de 1,4 p.p. [pontos percentuais] relativamente ao trimestre anterior", revela o relatório do INE.

De acordo com o organismo de estatística, este desempenho resultou de um aumento do consumo privado de 2,7% (variação em cadeia de 4,0% no trimestre anterior), superior ao crescimento do rendimento disponível (1,2%).

O INE recorda que a evolução do consumo privado "é marcada pela aceleração dos preços evidenciada pelo comportamento do Índice de Preços no Consumidor no segundo trimestre de 2022 incluindo o IVA pago pelas famílias".

A capacidade de financiamento das famílias fixou-se em 0,4% do PIB no segundo trimestre, o que representa uma diminuição de 1 p.p. face ao trimestre anterior.

A Formação Bruto de Capital Fixo (FBCF) das famílias, que corresponde essencialmente à FBCF em habitação, registou uma taxa de variação de 1,6% no segundo trimestre face ao trimestre anterior e um aumento de 4,7% face ao trimestre homólogo.

Já a taxa de investimento das famílias manteve-se em 6%, indica o INE.

Os dados revelam ainda que o RDB ajustado das famílias per capita se fixou em 17,4 mil euros no segundo trimestre, o que representou um aumento de 1,2% face ao trimestre anterior.

"A taxa de variação do PIB 'per capita' foi 2,9%, superior em 1,7 p.p. relativamente à variação do RDB ajustado. Note-se que o RDB ajustado difere do RDB por incluir o valor dos bens e serviços adquiridos ou produzidos pelas AP [Administrações Públicas] ou ISFLSF [Instituições sem Fins Lucrativos ao Serviço das Famílias] e que se destinam ao consumo das Famílias, como sejam, por exemplo, comparticipações na aquisição de medicamentos pelas famílias", detalha o relatório.

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