Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
4

Ursula Von der Leyen aprova Plano de Recuperação e Resiliência Português

Presidente da Comissão Europeia admitiu que os primeiros fundos que irão financiar os PRR poderão começar a chegar em julho.
Correio da Manhã 16 de Junho de 2021 às 13:19
PRR
PRR FOTO: Direitos Reservados
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von Der Leyen, anunciou formalmente esta quarta-feira a aprovação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal, o primeiro país a apresentar o Plano.

"Hoje estou muito feliz por anunciar que a Comissão Europeia decidiu dar 'luz verde' ao plano de recuperação português, depois de uma excelente cooperação com as autoridades portuguesas", afirmou Ursula von der Leyen, após uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, no Centro Ciência Viva, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Ursula von Der Leyen admitiu que os primeiros fundos que irão financiar os PRR poderão começar a chegar em julho.

"Queremos que as nossas sociedades se tornem mais fortes e resilientes", afirmou Ursula Von der Leyen, acrescentando que este plano "é a recuperação que a Europa precisa e que vai transformar a economia portuguesa".

Nas palavras do primeiro-ministro, esta aprovação significa "o verdadeiro marco na história da UE e o dia em que a esperança se converte na confiança". 

Os objetivos são claros: "Garantir uma economia mais competitiva, empresas mais produtivas, mais e melhor emprego digno e com direitos", garante Costa.

"Não é so um plano para responder à dor desta crise, é um plano que nos permite ir mais rápido e mais além na convergência da UE", acrescenta.

Segundo Costa, as prioridades deste PRR passam pelo reforço da resiliência, tendo dado o exemplo de um Sistema Nacional de Saúde "mais forte e com menos desigualdades", a ação climática, com exemplo da mobilidade e da eficiência da energética.

Portugal, que foi o primeiro Estado-membro a entregar formalmente em Bruxelas, em abril, o PRR -- que prevê projetos de 16,6 mil milhões de euros, dos quais 13,9 mil milhões de euros dizem respeito a subvenções a fundo perdido --, espera que seja possível a adoção dos primeiros planos pelo Conselho ainda durante a sua presidência, que termina no final do corrente mês de junho.

O pré-financiamento de 13% do montante total atribuído a cada Estado-membro será disponibilizado aos governos nacionais após a aprovação dos seus planos pelo Conselho de ministros das Finanças da UE (Ecofin).
Ver comentários