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Tribunal absolve Champalimaud

Queixoso passou a arguido na instrução e acabou por ser o único condenado no processo
1 de Julho de 2010 às 00:30
Duarte Champalimaud (à direita) e Pedro Belo saíram absolvidos e não quiseram falar à Comunicação Social
Duarte Champalimaud (à direita) e Pedro Belo saíram absolvidos e não quiseram falar à Comunicação Social FOTO: Miguel Veterano Júnior

O Tribunal de Lagos absolveu ontem um neto do falecido industrial António Champalimaud do crime de tentativa de homicídio. Duarte Palma Leal Champalimaud, 34 anos, foi também absolvido do crime de omissão de auxílio, tal como o seu amigo Pedro Belo, 34 anos. O queixoso José Graça, 40 anos, foi condenado por ofensa à integridade física.

Os factos remontam à noite de 25 de Agosto de 2002 e têm origem numa zaragata que começou no bar Água Salgada, em Sagres. A ex-namorada de Pedro Belo alega ter sido apalpada por José Graça. Este garante que tropeçou ao entrar e que isso provocou o contacto.

Duarte Champalimaud, Pedro Belo e José Graça envolveram-se à pancada, que continuou até ao bar Dromedário. José Graça pegou então numa arrilhada (pau com ponta metálica usado na apanha do perceve), com a qual atingiu Duarte Champalimaud nas costas. Depois perseguiu Pedro Belo, mas Duarte foi buscar o carro, apanhou o amigo e atropelou José.

José Graça tinha duas testemunhas para o atropelamento. Uma apresentou em Tribunal uma versão diferente da que deu na altura à GNR, declarando que José Graça se atravessou em frente do carro. A outra não foi ouvida. José Graça foi condenado a pagar 560 euros de multa e 400 euros de indemnização a Duarte Champalimaud.

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