Famosas reagem ao assassinato da ativista Marielle Franco
Vereadora do Rio de Janeiro foi morta a tiro durante ataque ao carro onde seguia.
15 de Março de 2018 às 17:48
A morte trágica de Marielle Franco, a vereadora da câmara do Rio de Janeiro, é um tema que está a dar que falar na imprensa internacional, não só pelas circunstâncias do crime, mas também pelo significado político que este poderá acarretar.
Marielle Franco, ativista e de raça negra, foi assassinada a tiro depois do seu carro ter sido atacado. Também o seu motorista, Anderson Pedro Gomes, morreu após ser baleado. A brasileira abraçava causas como a proteção dos negros e a luta pelos direitos da comunidade. LGBT.
O assunto não está a deixar indiferentes algumas figuras públicas portuguesas. A apresentadora e atriz Filomena Cautela condenou a brutalidade do assassinato da vereadora e reiterou a necessidade de "falar, escrever, pensar e gritar sobre o que se passa".
Também Rita Ferro Rodrigues expressou a sua tristeza pela morte da ativista e prestou-lhe uma sentida homenagem nas redes sociais. "Mulher negra. De axé. Mãe. Favelada, nascida na Maré. Socióloga. Mestre em administração pública. Vereadora eleita com 46 mil votos. Defensora dos direitos humanos. Feminista. Combatia o extermínio da juventude negra, a intolerância religiosa, a LGBTfobia. Foi hoje assassinada no Rio de Janeiro. Não se esqueçam nunca do nome desta mulher : MARIELLE FRANCO", pode ler-se na publicação da apresentadora.
Boa conhecedora do Brasil (onde já viveu e residiu), a atriz Joana Solnado relembrou Maribelle e deixou uma mensagem de luta. "Ela não se calaria. E nós também não", reforçou.
Recorde-se que um dia antes de morrer, Marielle, de 38 anos, tinha publicado um tweet em tom de protesto contra o assassinato de mais um jovem no Rio de Janeiro.
Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja. Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?