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"Somos todos mais nobres ao amar-te": Zé Manel faz música em homenagem a Maria João Abreu

"Amar-te, João" surge em homenagem à atriz, que morreu na passada quinta-feira, aos 57 anos.
Correio da Manhã 16 de Maio de 2021 às 22:29
Zé Manel
Maria João Abreu
Maria João Abreu brilhou como atriz durante 38 anos
Zé Manel
Maria João Abreu
Maria João Abreu brilhou como atriz durante 38 anos
Zé Manel
Maria João Abreu
Maria João Abreu brilhou como atriz durante 38 anos

O músico Zé Manel compôs e publicou esta sexta-feira uma canção intitulada "Amar-te, João" em homenagem à atriz Maria João Abreu, que morreu na passada quinta-feira, aos 57 anos.

"Foste Lucinda e Maria do Céu, mulher do Zé e o amor do João. Foste linda atrás do véu, foste povo e cabaret, és e serás revista e canção. Fizeste parte de nós, com subtileza e descrição, lembramos a tua voz e a gargalhada ao serão. Que raio de golpe de sorte, foi para Deus levar-te, e na hora da morte o País a lembrar somos todos mais pobres. Somos todos mais nobres, ao amar-te João. Somos todos mais pobres, somos todos mais nobres ao amar-te João. Ao amar-te João", pode ouvir-se o cantor no vídeo partilhado na rede social Instagram.

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O artista aproveitou ainda para fazer uma reflexão sobre a morte. "Não sei explicar-vos de que forma a partida da Maria João Abreu mexeu comigo. A verdade é que tenho a perfeita noção de que não sei lidar com a morte. Com exceção dos meus avós, só quando o meu Pai me deixou consegui ganhar outra noção de finitude e perspetiva do tempo, bem como do que com ele fazemos. A morte da João acicatou em mim a mesma revolta que senti quando terminei de ver o filme Variações. Que raio de gente somos nós que ignoramos em vida para celebrarmos após a morte? Hoje, todos sabemos a falta que Maria João Abreu nos faz. Pelas memórias que nos deixou, pela sua transversalidade e pela humanidade com que tratava aqueles com quem se cruzava.", pode ler-se na publicação de Zé Manel.

"(...) Que a João nos permita pensar que não gostaríamos que estes e tantos outros possam partir sem terem tido a oportunidade de viverem com a grandeza que têm, para darmos lugar a quem ainda muita sopa tem que comer. Bem sei que cobrarão menos e estarão dispostos a fazer mais. Naturalmente que certos nomes e carreiras não se constroem para que façamos o mesmo que fazíamos há dez anos por um terço das condições...não sei. Pensem nisso. Se calhar temos que reduzir em número para aumentar em qualidade e realmente recompensar, justamente, quem o justifica. Quem o público conhece, ama e aplaude. Que não seja depois da morte. Ela já cá não está para ouvir esta...mas eu fi-la para ela.", acrescentou o artista, manifestando o seu apoio para com a família da atriz.

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