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CDU diz que abstenção está em linha com a de 2017 e que pandemia pode ser justificação

"Desejaríamos que as pessoas participassem mais", disse António Filipe.
Lusa 26 de Setembro de 2021 às 20:51
António Filipe
António Filipe FOTO: Bruno Colaço
O dirigente comunista António Filipe considerou este domingo que as primeiras projeções sobre a abstenção, que apontam para um intervalo entre 45% e 50%, são semelhantes a eleições autárquicas anteriores e que a pandemia poderá justificar esta afluência.

"Apesar de a pandemia poder ter tido algum efeito de aumento da abstenção nestas eleições, quer-nos parecer que isso será incontornável, não há aqui um facto novo em relação à abstenção. Ela mantém-se mais ou menos em linha com o que aconteceu nos últimos atos eleitorais, quer no último, quer no penúltimo, há oito anos", sustentou o deputado e membro do Comité Central do PCP.

António Filipe reagiu às primeiras projeções sobre a abstenção cerca das 20h15, no SANA Metropolitan Hotel, local escolhido para acompanhamento da noite eleitoral da CDU, localizado em frente à sede do PCP, na Rua Soeiro Pereira Gomes, em Lisboa.

O dirigente comunista também disse que a CDU e os seus candidatos estão de "consciência tranquila", já que houve "um grande esforço para mobilizar os eleitores".

"Desejaríamos que as pessoas participassem mais", acrescentou.

Nas últimas eleições autárquicas, realizadas em 01 de outubro de 2017, a abstenção foi de 45,03% -- a segunda percentagem mais alta em eleições locais. O recorde foi atingido nas autárquicas de 2013, nas quais se registou uma abstenção de 47,40%.

O ambiente ao início da noite está calmo no SANA Metropolitan Hotel.

Enquanto os resultados provisórios não são divulgados, um grupo de pouco mais de 20 apoiantes da coligação aguarda, a maioria em silêncio. O distanciamento físico entre cadeiras está a ser praticado e a lotação foi reduzida, por causa da pandemia.

A Coligação Democrática Unitária (CDU) - composta pelo Partido Comunista Português (PCP), pelo Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) e pela associação Intervenção Democrática (ID) - concorre a 305 câmaras nas eleições autárquicas deste domingo.

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