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Inês Sousa Real diz que projeções de abstenção são "derrota do estado de direito democrático"

Porta-voz do PAN garantiu ainda "estar confiante" e afirmou que vai aguardar pelos resultados "com serenidade".
Lusa 26 de Setembro de 2021 às 21:17
Inês Sousa Real, líder do PAN
Inês Sousa Real, líder do PAN FOTO: Direitos Reservados
A porta-voz do PAN lamentou este domingo os números das projeções sobre a abstenção nas eleições autárquicas deste domingo, que estão entre os 45 e os 50%, considerando que são uma "derrota para o estado de direito democrático".

Inês Sousa Real, que falava aos jornalistas, chegou aos jardins junto à Biblioteca dos Corichéus, em Lisboa, pelas 20h34, acompanhada da candidata para Lisboa, Manuela Gonzaga, e onde alguns apoiantes a esperavam enquanto entoavam "somos PAN".

"Este é um grande dia para o PAN, estamos confiantes, vamos aguardar com serenidade. Lamentamos, contudo, que a abstenção se tenha mantido nos mesmos níveis que em 2017, essa é uma grande derrota para o nosso estado de direito democrático e só reforça aquilo que o PAN tem vindo a apelar, que temos de facto de fazer mais trabalho para que as pessoas se tornem mais participativas na nossa democracia", defendeu.

Momentos antes, Tânia Mesquita, membro da Comissão Política Permanente do PAN, reagiu do púlpito montado às projeções sobre a abstenção, lamentando estes números.

"Comentar os crescentes números de abstenção tornou-se lamentavelmente parte habitual das noites eleitorais e temos de fazer de tudo para mudar esta realidade. Não podemos ficar indiferentes quando temos um país em que mais de metade da população opta por não se apresentar às urnas", declarou.

A dirigente considerou que estes fenómenos não devem ser encarados "como normais e habituais", devendo antes ser "alvo de uma profunda reflexão e sobretudo de um trabalho profundo para alterar esta realidade".

"A taxa de abstenção este domingo registada é uma clara consequência daquela que tem sido a forma de fazer política em Portugal: uma política cada vez mais afastada das pessoas e em que as pessoas estão cada vez mais afastadas e desacreditadas da política", criticou.

Tânia Mesquita lembrou ainda algumas iniciativas legislativas do PAN para facilitar o acesso ao voto - como o estudo da possibilidade de introdução do voto eletrónico - que acabaram 'chumbadas' no parlamento, por partidos que depois vão lamentar a abstenção, criticou.

O PAN decidiu fazer a sua noite eleitoral ao ar livre, nos jardins junto à Biblioteca dos Corichéus, em Lisboa, onde tem cerca de meia centena de cadeiras e um púlpito montado, iluminado com luzes verdes e azuis, as cores do partido.

Num ambiente calmo, com música de fundo, poucas pessoas e algumas crianças no jardim a brincar, dirigentes e apoiantes do PAN começaram a ocupar o espaço pelas 19:00, hora a que também chegou ao local o deputado na Assembleia da República e candidato à CM de Odivelas, Nelson Silva.

Ao fundo do palco, ao ar livre, estão algumas mesas onde se situam os jornalistas, com os dirigentes a distribuírem-se entre o espaço exterior e salas no interior do edifício. Perto da entrada, do lado direito do púlpito, numa pequena sala, está montado um 'catering' para a imprensa com opções para todos os gostos, vegetarianas ou não.

Com uma nova líder eleita no congresso de junho (Inês Sousa Real, que sucedeu a André Silva), o PAN concorre este ano a 43 câmaras municipais, 44 assembleias municipais e 69 juntas de freguesia.

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