Barra Cofina

Correio da Manhã

Especiais
4

Partidos da oposição atacam Costa com Galp

Num artigo de opinião no “Público”, o chefe do Governo atacou a petrolífera pelos “disparates” na refinaria de Matosinhos.
Salomé Pinto 23 de Setembro de 2021 às 01:30
Refinaria de Matosinhos
Refinaria de Matosinhos FOTO: Paulo Duarte
Os partidos da oposição voltaram esta quarta-feira a criticar o primeiro-ministro, António Costa, sobre a Galp. Num artigo de opinião no “Público”, o chefe do Governo atacou a petrolífera pelos “disparates” na refinaria de Matosinhos. “Era difícil imaginar tanto disparate, tanta asneira, tanta insensibilidade, tanta irresponsabilidade, tanta falta de solidariedade como aquela de que a Galp deu provas aqui na refinaria de Matosinhos”, afirmou Costa.

A coordenadora do BE, Catarina Martins, considerou que o artigo de Costa nada explica e que o problema do primeiro-ministro é ter deixado que “acontecessem os despedimentos”, insistindo que o Estado é acionista. Para Catarina Martins, António Costa tem “um problema”. “Deixou que acontecessem os despedimentos. Não fez nada.”

Também o líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, defendeu que o primeiro-ministro, que acusa de “contraditório”, deve pedir desculpa aos empresários. “Vocês conhecem aquele adágio popular que diz que quem conta um conto acrescenta um ponto, e António Costa tem acrescentado vários pontos a este conto e todos eles são maus”, afirmou.


BE critica má opção sobre eletricidade
A coordenadora do BE, Catarina Martins, criticou esta quarta-feira o “péssimo anúncio” para as famílias e a “má opção” do Governo sobre a eletricidade, considerando que se vai “roubar nos transportes”, ou seja no Fundo Ambiental, para manter “lucros estratosféricos das elétricas”.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, garantiu na terça-feira que não haverá aumento de preço da eletricidade para os consumidores domésticos do mercado regulado em 2022 e haverá uma redução de pelo menos 30% na tarifa de acesso às redes para os industriais. “A declaração do senhor ministro do Ambiente é uma profunda desilusão e é perigosa.”

Jerónimo de Sousa alerta que os apoios têm de continuar depois da pandemia
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, advertiu esta quarta-feira que os apoios excecionais para mitigar os efeitos sociais e económicos da pandemia “têm de continuar”, numa intervenção da campanha da CDU em Oeiras, que reuniu cerca de 40 apoiantes. Jerónimo de Sousa frisou que a situação socioeconómica do País foi agravada pela pandemia e insistiu que as medidas excecionais criadas pelo Governo para mitigar os efeitos económicos da pandemia nas famílias e nas empresas têm de continuar. Vários desses problemas, sustentou, continuarão “durante os próximos anos”.
Ver comentários