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Correio da Manhã

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‘Estado-Maior’ da União Europeia leva esperança a Kiev

É uma comitiva de peso: Scholz, Macron e Draghi vão à capital ucraniana falar com Zelensky.
Paulo João Santos 13 de Junho de 2022 às 01:30
Bombardeamentos lysychansk
Terminais bombardeados Mykolaiv
Bombardeamentos lysychansk
Terminais bombardeados Mykolaiv
Bombardeamentos lysychansk
Terminais bombardeados Mykolaiv
O chanceler alemão, Olaf Scholz, acompanhado do Presidente francês, Emmanuel Macron, e do primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, vão deslocar-se em breve a Kiev para se encontrarem com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. A data do encontro não foi revelada, mas sabe-se que ocorrerá antes da Cimeira do G7, que terá como palco o Castelo de Elmau, situado na região alemã da Baviera. A Cimeira do G7, que reúne as grandes potências industriais - EUA, Canadá, Japão, Reino Unido, França, Itália e Alemanha -, vai decorrer nos dias 26 a 28 de junho. A visita da Scholz, Macron e Draghi à capital ucraniana foi anunciada um dia depois da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ter estado reunida com Zelensky, em Kiev, a quem prometeu, para esta semana, novidades sobre a candidatura do país à União Europeia.

No teatro de operações, o ritmo das armas não abranda, com russos e ucranianos a garantirem avanços e reconquistas. Este domingo, o Exército Vermelho afirmou ter destruído, com mísseis Kalibr de longo alcance, uma importante infraestrutura onde estariam armazenados sistemas de mísseis antitanque fornecidos pelos EUA e vários países.

O ataque terá ocorrido na região de Ternopil, no Oeste da Ucrânia. No local do bombardeamento haveria ainda sistemas de mísseis antiaéreos portáteis e projéteis de artilharia. Em Moscovo, Putin aproveitou o Dia da Rússia para sublinhar a importância, mais do que nunca, da unidade do povo russo, e voltou a enaltecer a figura de Pedro, o Grande, por ter criado, disse, um exército “poderoso e invencível”.

Do lado ucraniano, os responsáveis militares reafirmaram que mantém o controlo sobre Severodonetsk, no Donbass, apesar do cerco à fábrica química de Azot. “Os combates estão decorrer nas ruas próximas da fábrica, mas Azot não está bloqueada”, disse o chefe da administração militar de Lugansk, Serhii Haidai. Aparentemente, as forças russas procuram fazer em Azot o mesmo que na fábrica Azovstal em Mariupol, numa tentativa de quebrar o moral e o ímpeto das tropas ucranianas ali aquarteladas.
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