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“A liberdade triunfará sobre a tirania”: Biden anuncia encerramento de espaço aéreo à Rússia

Presidente dos EUA garantiu que forças "defenderão cada centímetro de território de aliados da NATO".
Pedro Zagacho Gonçalves(pedrogoncalves@cmjornal.pt) 2 de Março de 2022 às 02:05
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“A liberdade triunfará sobre a tirania”: Biden anuncia encerramento de espaço aéreo à Rússia
Joe Biden falou esta quarta-feira (2h00 de Lisboa) no primeiro discurso do Estado da União. O presidente dos EUA focou-se na situação da guerra na Ucrânia durante a intervenção, anunciando, como esperando, o encerramento do espaço aéreo dos EUA à Rússia.

O presidente dos EUA realçou a união no país após pandemia de Covid. E depois lançou-se 'ao ataque' à Rússia: "A liberdade triunfará sempre sobre a tirania", começou por dizer.

"Há seis dias Putin quis agitar as fundações do mundo livre. Ele fez um erro de cálculo, achou que invadia a Ucrânia e o mundo aceitava. Mas enfrentou uma força que não esperava, o povo ucraniano. O presidente Zelensky, e todos os ucranianos com a sua coragem, inspiram o mundo", afirmou Biden, ladeado pela 'vice' Kamala Harris, e Nancy Pelosi, perante um Capitólio, em Washington, cheio e que o aplaudiu efusivamente várias vezes.

"A luz vai vencer as trevas", disse Biden, citando discurso de Zelensky, por videoconferência na ONU, esta terça-feira.

"Nós, EUA, estamos com o povo ucraniano. Aprendemos com a história que quando os ditadores não pagam pelas suas ameaças, continuam a avançar. A diplomacia americana importa. A guerra com a Ucrânia foi premeditada e não teve qualquer provocação. Putin achou que a NATO não ia responder, achou que nós não íamos responder, a Europa não ia responder. Está errado. Nós somos unidos e estamos unidos", garantiu Biden

"Passei horas a unificar os nosso aliados europeus, sabíamos o que Putin estava a preparar e como ia justificar a sua agressão. Combatemos as mentiras de Putin com a verdade", adiantou Joe Biden, referindo as várias sanções aplicadas à Rússia em todo o mundo. "Putin está mais isolado do que nunca do mundo", garantiu.

Juntos, com os nosso aliados, estamos a aplicar fortes sanções económicas, afirmou, atirando em seguida: "Esta noite digo à Rússia que os oligarcas e corruptos que fizeram riqueza, que não vão continuar". Joe Biden garantiu que estão a ser feitos esforços conjuntos para "apreender iates, jatos e bens" a oligarcas russos.

"Eles não têm ideia do que aí vem", disse ao anunciar a esperado bloqueio do espaço aéreo dos EUA "a todos os aviões russos".

Biden assegurou que os EUA "não vão entrar em combate com a as forças russas em território ucraniano", mas que se vão juntar aos aliados da NATO para defender o território: "As nossas forças não vão para a Ucrânia combater a Rússia, mas defender a NATO. Mobilizamos várias tropas para proteger países da NATO, como a Polónia a Estónia, a Roménia ou a Lituânia. Vamos defender cada centímetro do território dos aliados da NATO com todo o nosso poderio".

"Os ucranianos combatem com pura coragem, mas os próximos dias, semanas, meses serão muito duros. Putin pagará por tudo", assegurou Joe Biden.

"Vou tomar medidas para que a dor das nossas sanções à Rússia vão ter o efeito esperado", adiantou o presidente norte-americano.

Biden prometeu que o país vai disponibilizar uma reserva de 30 milhões de barris de petróleo, para garantir que é colmatada a dependência de muitos países da energia russa. "Vamos ficar bem,  Putin vai abandonar a Ucrânia mais fraco, a Rússia vai ficar mais fraca e todo o mundo mais forte", garantiu.

"Toda a gente vê com clareza, líderes unidos, a UE unida, o mundo unido. As democracias estão a mostrar-se à altura do momento. Este teste é de resistência: tomemos o exemplo do povo da Ucrânia. Ele pode fazer cercos com tanques, mas nunca vão roubar os corações e a liberdade das pessoas", terminou.

Joe Biden, na segunda parte do discursos, referiu ainda os esforços económicos no país, para apoiar famílias "garantir comida nas mesas dos norte-americanos", "cortar os custos dos seguros de saúde", e garantir a vacinação durante a pandemia de Covid-19, para "não deixar ninguém para trás".

"E resultou", defendeu, apontando a criação de mais de cinco milhões de postos de trabalho, um número recorde na história dos EUA, ou o crescimento rápido que a economia norte-americana tem verificado. Biden anunciou ainda investimento recorde em vários setores económicos e novas medidas de corte nos custos do trabalho, das escolas e creches e da energia para as famílias.


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