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Jornalista russa que mostrou cartaz contra a guerra na Ucrânia multada novamente

Órgão de informação Meduza disse que Ovsyannikova apelidou a invasão da Ucrânia de "crime horrível".
Lusa e Correio da Manhã 28 de Julho de 2022 às 23:31
A produtora a empunhar o cartaz anti-guerra
A produtora a empunhar o cartaz anti-guerra FOTO: Direitos reservados
Uma ex-jornalista da televisão estatal russa que se despediu depois de fazer um protesto em antena contra a guerra da Rússia na Ucrânia foi esta quinta-feira multada em 50.000 rublos (cerca de 793 euros) por descredibilizar militares.

Marina Ovsyannikova foi acusada ao abrigo de uma lei promulgada após a invasão da Ucrânia, que penaliza declarações contra os militares, uma condenação punível até 15 anos de prisão.

A multa foi aplicada pelos seus comentários num tribunal onde a figura da oposição Ilya Yashin foi detida, enquanto aguardava julgamento por disseminar informações falsas sobre os militares.

O órgão de informação Meduza, com sede na Letónia, que cobre a atualidade na Rússia, disse que Ovsyannikova apelidou a invasão da Ucrânia de "crime horrível".

Em março, a jornalista já tinha sido condenada pelo tribunal russo a pagar uma multa de 256 euros (30 mil rublos) por "desrespeitar a legislação de protesto" do país quando empunhou um cartaz contra a guerra na Ucrânia durante um noticiário do canal russo Piervy Kanal.

"Parem a guerra. Não acreditem na propaganda. Eles mentem-vos aqui", referia o cartaz mostrado pela jornalista no noticiário das 21h35, horário de Moscovo (menos três horas em Lisboa). A transmissão do estúdio foi abruptamente mudada para a de uma peça com um hospital. 
Poucos minutos depois, a agência de notícias TASS anunciou que Marina havia sido detida.

Marina Ovsyannikova crime lei e justiça defesa
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