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Correio da Manhã

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Militares russos expulsos de Lyman

Líder checheno Ramzan Kadyrov, aliado de Putin, exigiu ao Presidente russo a adoção de "medidas mais drásticas".
Ricardo Ramos 2 de Outubro de 2022 às 01:30
Forças ucranianas obrigaram russos a bater em retirada
Militares ucranianos hasteiam a bandeira nacional junto à placa com o nome da cidade de Lyman, na região de Donetsk
Forças ucranianas obrigaram russos a bater em retirada
Militares ucranianos hasteiam a bandeira nacional junto à placa com o nome da cidade de Lyman, na região de Donetsk
Forças ucranianas obrigaram russos a bater em retirada
Militares ucranianos hasteiam a bandeira nacional junto à placa com o nome da cidade de Lyman, na região de Donetsk
As tropas russas foram este sábado obrigadas a abandonar a cidade de Lyman, no Noroeste da região de Donetsk, numa nova derrota humilhante para Vladimir Putin um dia depois de ter garantido que a região seria "russa para sempre".

O anúncio da retirada foi feito pelo Ministério da Defesa da Rússia horas depois de as forças ucranianas terem entrado na cidade após vários dias de combates. "Devido ao risco de ficarem cercadas, as tropas russas foram retiradas da cidade de Lyman para uma posição mais vantajosa", afirma o comunicado russo.

O Estado-Maior ucraniano garantiu ao início da tarde que as suas forças tinham cercado completamente a cidade, encurralando mais de cinco mil militares russos, e estavam a avançar para o centro. Um vídeo publicado nas redes sociais mostra dois soldados com a bandeira ucraniana junto à placa com o nome da cidade. "Lyman será sempre ucraniana", diz um dos soldados, numa aparente resposta ao discurso de Putin, que na sexta-feira, ao anunciar a anexação das regiões ucranianas de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporíjia, garantiu que aqueles territórios "seriam russos para sempre".

A tomada de Lyman, uma cidade estratégica usada como centro logístico pelas forças russas no Noroeste da região de Donetsk, constituí a maior vitória das forças ucranianas no campo de batalha desde a ofensiva-relâmpago do mês passado na região de Kharkiv, e é também um sério embaraço para o Kremlin, ao provar que as forças de Putin não controlam grande parte do território que a Rússia reclama agora como seu.

O líder checheno Ramzan Kadyrov, aliado de Putin, criticou duramente a retirada russa de Lyman e exigiu ao Presidente russo a adoção de "medidas mais drásticas", incluindo o recurso a armas nucleares táticas e a declaração da lei marcial.

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