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Putin não se opõe à candidatura da Ucrânia à UE e diz que relações "irão normalizar-se" após a guerra

"Não temos nada contra a Ucrânia e não se trata de um bloco militar", denotou o presidente russo.
Reuters 17 de Junho de 2022 às 17:23
Vladimir Putin
Vladimir Putin
O Presidente russo Vladimir Putin disse esta sexta-feira não ter objecções à adesão da Ucrânia à União Europeia na sequência da decisão histórica da Comissão Europeia de apoiar a candidatura de Kiev como membro, acrescentando ainda que as relações entre os dois países "irão normalizar-se" no fim da guerra.

"Não temos nada contra a Ucrânia e não se trata de um bloco militar. É o direito de qualquer país a aderir a sindicatos económicos", salientou Putin esta sexta-feira, quando questionado sobre as perspectivas de adesão da Ucrânia à UE.

De acordo com o presidente russo, a Rússia prevê o restabelecimento das relações com a Ucrânia após a conclusão da "operação militar especial" naquele país.

Durante uma sessão de perguntas e respostas com o Presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, Putin denotou ainda que vai acontecer "mais cedo ou mais tarde" e "a situação vai voltar ao normal".

Há anos que a Rússia se insurge contra as tentativas da Ucrânia de aderir à aliança militar da NATO, com a questão a tornar-se um importante impasse entre Moscovo e o Ocidente.

Antes de ordenar a entrada de dezenas de milhares de tropas na Ucrânia em finais de Fevereiro, Putin tinha procurado obter garantias legais dos Estados Unidos de que a Ucrânia não seria admitida na aliança militar.

No início da sexta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o Kremlin estava a acompanhar de perto os esforços da Ucrânia para se tornar membro da UE, especialmente à luz da crescente cooperação em matéria de defesa entre o bloco de 27 membros.

A questão "requer a nossa maior atenção, porque todos estamos conscientes da intensificação das discussões na Europa sobre o tema do reforço da componente de defesa da UE", disse Peskov num apelo aos repórteres.
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