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Ucrânia acusa NATO de não ajudar país desde a invasão russa

Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano elogia União Europeia e condena passividade dos aliados.
Correio da Manhã 26 de Maio de 2022 às 01:30
MNE Dmytro Kuleba acusa a NATO de se deixar intimidar pela Rússia
MNE Dmytro Kuleba acusa a NATO de se deixar intimidar pela Rússia FOTO: Direitos Reservados
O MNE ucraniano, Dmytro Kuleba, acusou esta quarta-feira a NATO de "não fazer literalmente nada" para ajudar a Ucrânia desde o início da invasão russa, a 24 de fevereiro. Kuleba reconheceu que alguns membros da organização militar "estão a ajudar", mas, quanto à NATO, considerou que "enquanto aliança, enquanto instituição, está completamente à margem, sem fazer nada".

Falando no Fórum Económico Mundial, em Davos, Suíça, o chefe da diplomacia ucraniana contrastou a inoperância da NATO com as decisões "revolucionárias e pioneiras" da UE, "que nem mesmo eles esperavam tomar".

Kuleba frisou que no início do conflito "havia o sentimento público de que a NATO era uma força poderosa e a UE era somente capaz de expressar diferentes níveis de preocupação". Mas, salientou, "a guerra é sempre um teste que faz cair as máscaras" e o que acabou por acontecer foi revelador da força da organização supostamente mais frágil e o desmascarar das fragilidades da poderosa organização militar. "Lamento ter de o dizer", desculpou-se Kuleba quando denunciou a NATO, manifestando estranheza que a organização dotada da mais poderosa força militar do Mundo se deixe intimidar pela Rússia.

Rússia condiciona corredor para saída de alimentos
A Rússia propôs esta quarta-feira a criação de um corredor humanitário para que navios com cereais e outros bens alimentares possam sair da Ucrânia, mas exigiu em troca o levantamento de boa parte das sanções impostas ao país por causa da invasão. O MNE ucraniano, Dmytro Kuleba, considera a proposta uma "tentativa de chantagem" à comunidade internacional. O bloqueio dos portos de águas profundas da Ucrânia no mar Negro está na origem de uma crise alimentar de dimensões globais que se agrava a cada dia que passa.

Jornalista russo revela posição de morteiro sem querer
O jornalista russo Aleksander Kots, próximo do Kremlin, revelou acidentalmente a posição de um megamorteiro em serviço no Donbass, permitindo às tropas ucranianas a sua pronta eliminação. Kots fazia uma reportagem em Severodonetsk, e mostrou, com visível orgulho, o 2S4 Tyulpan de 240 milímetros, o maior do Mundo, capaz de disparar granadas de 130 kg a quase dez km. Mas, ao mostrar a arma a partir de vários ângulos, acabou por revelar a sua localização. Um dia depois, um ataque aéreo ucraniano destruiu-a.
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