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António Costa promete que "maioria absoluta tem de ser de diálogo" e não nega negociações à direita

Primeiro-ministro deu entrevista exclusiva à CMTV antes das legislativas.
Correio da Manhã 19 de Janeiro de 2022 às 20:32
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António Costa promete que "maioria absoluta tem de ser de diálogo" e não nega negociações à direita
António Costa falou, em entrevista exclusiva à CMTV, sobre o cenário pós-eleitoral, reforçando que a ideia de maioria absoluta nas legislativas de dia 30 de janeiro é a solução que trará maior estabilidade ao país.

"A única solução que é estável e certa é uma maioria do partido socialista", disse o líder do partido socialista, que desvalorizou os resultados das sondagens.

Costa recordou a geringonça como a solução interpartidária mais longa da história em Portugal. No entanto, reconhece que já não pode garantir aos portugueses para confiarem nesta solução. "Não posso dizer que podemos confiar na geringonça", atirou.

António Costa não nega possíveis acordos à direita e afirmou ainda que tem sido bom para o país ter "duas alternativas de governo". Costa sublinhou que a maioria absoluta que pede aos portugueses "tem de ser de diálogo".

Relativamente ao Serviço Nacional de Saúde, Costa diz que é possível "fazer mais e melhor", mas reconheceu à CMTV o falhanço na contratação de médicos de família. António Costa falou ainda dos planos para a criação de uma nova carreira de técnico auxiliar de saúde.

O líder socialista defendeu que os investimentos feitos na TAP fizeram sentido, mas adianta que o objetivo é voltar a privatizar 50% da companhia aérea.

O primeiro-ministro garante que vai diminuir a carga de impostos às empresas que invistam no reforço dos capitais, na sua modernização ou na transição energética. As empresas que aumentem significativamente os salários dos empregados também estão incluídas na lista da descida fiscal.

Costa falou ainda do possível Governo, caso o PS vença as eleições Legislativas, e garantiu que este será "mais curto", mas que o Orçamento de Estado se irá manter.
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