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"Nós gostamos e temos orgulho de sermos o inimigo principal do Chega", diz António Costa

Secretário-geral do PS aludiu ao líder do PSD para referir que nunca irá "traduzir por palavras meigas as palavras de André Ventura".
Lusa 26 de Janeiro de 2022 às 00:10
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"Nós gostamos e temos orgulho de sermos o inimigo principal do Chega", diz António Costa
O secretário-geral do PS afirmou esta terça-feira que um Governo socialista "nunca ficará refém e dependente" do Chega e aludiu ao líder do PSD para referir que nunca irá "traduzir por palavras meigas as palavras de André Ventura".

"Nós gostamos e temos orgulho de sermos o inimigo principal do Chega e de não termos nunca um Governo que ficará refém e dependente da extrema-direita", afirmou António Costa.

O secretário-geral discursava no Centro de Congressos de Aveiro, tendo tomado a palavra depois das intervenções do presidente da Federação de Aveiro do PS, Jorge Sequeira, e do cabeça de lista do PS por este círculo eleitoral, o ministro Pedro Nuno Santos.

Sem nunca o nomear, António Costa deixou 'farpas' ao líder do PSD, Rui Rio, afirmando que nunca verão o PS "a traduzir por palavras meigas as palavras do André Ventura", nem a "querer mitigar que a prisão perpétua não é a prisão perpétua".

"Nunca nos verão a ficarmos dependentes do voto do Chega para que o Governo se aguente ou o Governo não se aguente. Não, para nós a fronteira não é não ter ministros do Chega no Conselho de Ministros, a nossa fronteira é que não queremos depender do Chega, de nenhum voto do Chega, para coisa nenhuma", frisou.

Retomando assim uma narrativa que tem sustentado durante a campanha, António Costa sublinhou que "ganhar o PS é ganharem os idosos que têm direito a um aumento extraordinário da sua pensão, ganhar o PS é ganharem os jovens que têm direito a um IRS reduzido para arrancarem com a sua vida, ganhar o PS é ganharem todos aqueles que trabalham e que podem ver, já este ano, o seu IRS reduzido, ganhar o PS é ganharem os trabalhadores que precisam e desejam o que salário mínimo nacional continue a aumentar".

Continuando com as referências ao Chega, o também primeiro-ministro acrescentou ainda: "Ganhar o PS é ganhar a democracia, que não terá nenhum Governo dependente da extrema-direita para poder governar".

António Costa apelou assim a que todos se mobilizem para dar uma "grande vitória ao PS" no próximo domingo e, num dia em que uma sondagem divulgada pela TSF, Diário de Notícias e Jornal de Notícias coloca o PSD à frente do PS, frisou que as "eleições não se ganham nas sondagens".

"Já tivemos amargos de boca muito grandes quando julgaram e confiaram nas sondagens a achar que as eleições estavam antecipadamente ganhas. Não, as eleições não se ganham nas sondagens, ganham-se nas urnas com o voto de cada uma e de cada um, e por isso o que é necessário é votar, votar, votar, para continuar a avançar com o PS, e não voltar a recuar com a direita", sublinhou.

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