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20 mil deslocados em Moçambique vão ter água potável até finais de maio, garante Governo

Serão abertos 66 furos de água em 21 aldeias de realojamento nos distritos de Chiure, Ancuabe, Montepuez, Metuge, Mecufi e Balama.
Lusa 22 de Abril de 2021 às 23:28
Criança bebe água numa escola em África
Criança bebe água numa escola em África FOTO: Getty
Cerca de 20 mil deslocados devido aos ataques armados em Cabo Delgado, norte de Moçambique, que estão em centros de realojamento, vão beneficiar de água potável até finais de maio, anunciou esta quinta-feira fonte oficial.

No total, serão abertos 66 furos de água em 21 aldeias de realojamento nos distritos de Chiure, Ancuabe, Montepuez, Metuge, Mecufi e Balama, infraestruturas que vão beneficiar mais de 20 mil deslocados, segundo o secretário de Estado na província de Cabo Delgado, Armindo Ngunga.

Aquele responsável falava esta quinta-feira em Pemba, no final do encontro que manteve com os empreiteiros encarregues pelas obras de abertura dos furos.

Segundo Armindo Ngunga, que não avançou orçamentos, a abertura daqueles furos poderá "aliviar o sofrimento das famílias realojadas".

"Pelo menos três empreiteiros estão a 95% [ para a conclusão das obras]", disse Armindo Ngunga, acrescentando que o Governo vai continuar a envidar esforços para que os prazos da execução das obras sejam observados.

Grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.500 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e 714.000 deslocados, de acordo com o Governo moçambicano.

O mais recente ataque foi feito em 24 de março contra a vila de Palma, provocando dezenas de mortos e feridos, num balanço ainda em curso.

As autoridades moçambicanas recuperaram o controlo da vila, mas o ataque levou a petrolífera Total a abandonar por tempo indeterminado o recinto do projeto de gás com início de produção previsto para 2024 e no qual estão ancoradas muitas das expectativas de crescimento económico de Moçambique na próxima década.

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