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328 escolas primárias destruídas nos ataques em Moçambique

Também oito escolas secundárias foram afetadas pela guerra em Cabo Delgado, no norte do país.
Lusa 16 de Setembro de 2021 às 10:45
Cabo Delgado, em Moçambique
Cabo Delgado, em Moçambique FOTO: Getty Images
Um levantamento provisório indica que 328 escolas primárias e oito escolas secundárias foram destruídas pela guerra em Cabo Delgado, norte de Moçambique, anunciou o Ministério da Educação.

"São necessários 1,5 mil milhões de meticais [20 milhões de euros]" para a recuperação, disse Gina Guibunda, porta-voz do Ministério da Educação moçambicano, citada esta quarta-feira pelos meios locais após a abertura do Conselho Coordenador do setor.

O Conselho Coordenador do Ministério da Educação decorre desde quarta-feira em Chidenguele, sul do país, reunião que junta diversos agentes da área para fazer um ponto de situação das atividades no país.

A porta-voz clarificou que o levantamento diz respeito a quatro dos distritos mais afetados pelo conflito armado: Mocímboa da Praia, Palma, Quissanga e Macomia.

No entanto, noutros, como Muidumbe, "já decorre também o levantamento", acrescentou.

Cabo Delgado é uma província rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, segundo as autoridades moçambicanas.

Cerca de metade dos deslocados são jovens e crianças, muitos dos quais deveriam estar a frequentar escolas, alertam as agências humanitárias.

Ainda segundo dados do Ministério da Educação do final de 2020, pelo menos seis professores morreram durante o conflito.

Desde julho, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas onde havia presença de rebeldes, nomeadamente a vila de Mocímboa da Praia, que estava ocupada desde agosto de 2020.

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