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Ataque mortal a transporte no Niassa sem ligação a insurgentes

Viatura transportava 17 passageiros.
Lusa 29 de Janeiro de 2022 às 13:38
Polícia de Moçambique
Polícia de Moçambique FOTO: Getty Images
O ataque e roubo de sexta-feira de uma viatura que transportava 17 passageiros no Niassa, norte de Moçambique, não estará relacionado com grupos insurgentes, disse este sábado à Lusa Alves Mate, porta-voz da PRM no Niassa.

"Não está relacionado com isso, são bandidos comuns", referiu aquele responsável, quando questionado sobre se há sinais que liguem a ocorrência, que provocou um morto, à violência com origem em Cabo Delgado, província vizinha.

Depois do ataque, os dois encapuzados armados roubaram os bens que puderam da viatura e deixaram-na abandonada, na estrada, referiu.

"Alargámos o perímetro e as buscas continuam", para encontrar os autores e identificar as armas usadas, acrescentou Alves Mate - uma metralhadora AK47 e uma catana.

Os atacantes "fizeram uma barricada na via pública e o motorista, ao aproximar-se, notou o movimento estranho daquela dupla: tentou abrandar e dar meia-volta", contou o porta-voz.

"Mas os bandidos abriram fogo contra o 'minibus' e alvejaram mortalmente o motorista, que perdeu a vida no local", acrescentou.

Os 17 passageiros que seguiram no veículo ligeiro de transporte "abriram uma porta, fugindo para a mata".

Dois passageiros ficaram feridos, uma mulher alvejada na perna direita e um homem com um golpe de catana na cabeça, ambos hospitalizados, fora de perigo.

O ataque aconteceu junto a Muoco, povoado do distrito de Máua, sendo que a viatura tinha partido de Marrupa e tinha como destino Ancuabe, em Cabo Delgado.

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