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Cabo Verde Airlines prevê mais cinco rotas e mais dois aviões em 2022

Todo este plano de retoma está condicionado pela situação da pandemia da covid-19.
Lusa 30 de Dezembro de 2021 às 13:25
Cabo Verde Airlines
Cabo Verde Airlines FOTO: Correio da Manhã
A Cabo Verde Airlines prevê voar para mais cinco rotas, além de Praia - Lisboa, e aumentar para dois aviões no próximo ano, avançou esta quinta-feira à Lusa a presidente da companhia aérea cabo-verdiana renacionalizada em julho.

Estes são dois dos pontos do plano de retoma da companhia aérea, apresentado pela administração aos acionistas em assembleia-geral extraordinária realizada na quarta-feira, que segundo a presidente do conselho de administração, Sara Pires, prevê uma retoma "muito tímida" nos voos Praia - Lisboa, que acontece na segunda-feira.

Em fevereiro, avançou a mesma fonte, a companhia prevê retomar as ligações nas rotas Lisboa - Mindelo (em São Vicente) e Lisboa - Sal, prevendo voar entre Praia e Boston (Estados Unidos) no segundo trimestre do próximo ano.

Ainda durante o ano de 2022, Sara Pires avançou que a transportadora de bandeira cabo-verdiana pretende retomar ligações a Paris e ao marcado brasileiro.

A companhia retomou as operações com um avião, com duas ligações semanais Praia - Lisboa, mas segundo a presidente deverá introduzir um novo aparelho no segundo trimestre do próximo ano e até final de 2023 ter três aviões a voar com as suas cores.

Todo este plano de retoma, alertou, está condicionado pela situação da pandemia da covid-19 neste momento, com o recrudescer de casos novos não só em Cabo Verde, mas um pouco por todo o mundo.

"É uma preocupação de todas as companhias aéreas, mesmo sem o fecho das fronteiras. A pandemia tem ditado vários constrangimentos na companhia, prova disso foi o voo inaugural que tem um atraso de três horas, precisamente porque um membro da tripulação testou positivo", salientou Sara Pires, nas declarações à Lusa.

A companhia teve que substituir toda a tripulação e em tempo recorde conseguiu reunir uma equipa de sete pessoas, que se deslocou de Madrid para Lisboa e assim viabilizar o voo.

"São questões que nós vamos ter que enfrentar no dia-a-dia desta retoma das operações. Temos é que estar bem organizados e ter sempre um plano 'B' para determinadas questões. Não tendo um plano 'B', poder sempre conseguir corrigir e gerir estas situações de forma rápida e comunicando sempre aos passageiros as alterações", mostrou. 

Neste momento, a Cabo Verde Airlines tem 229 trabalhadores, que segundo a presidente estão "expectantes e animados" com a retoma, 19 meses depois.

Além do plano de retoma e estabilização 2022-2023, que foi aprovado por unanimidade, foram aprovados os relatórios e contas de 2018 e 2019, os respetivos resultados, a gestão e fiscalização, alteração dos estatutos e substituição da presidente da mesa da assembleia-geral.

A data da retoma dos voos coincidiu com o 63.º aniversário da companhia aérea cabo-verdiana, que nesta fase está a vender bilhetes apenas através do seu site www.caboverdeairlines.com.

As agências de viagens parceiras estarão brevemente capacitadas para a comercialização dos voos da TACV, Cabo Verde Airlines, nome comercial da companhia.

Anteriormente, o Governo tinha apontado a retoma dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), que não operam voos comerciais desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19, durante o primeiro trimestre de 2022.

Em março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da TACV por 1,3 milhão de euros à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (grupo Icelandair, que ficou com 36% da Cabo Verde Airlines - nome comercial da companhia) e em 30% por empresários islandeses com experiência no setor da aviação (que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada).

O Estado cabo-verdiano assumiu em 6 de julho a posição de 51% na TACV, alegando vários incumprimentos na gestão e dissolvendo de imediato os corpos sociais.

Em 26 de novembro, a Loftleidir Cabo Verde anunciou que deu início a um processo arbitral contra o Estado cabo-verdiano alegando "violação dos acordos celebrados entre as partes", face à renacionalização companhia aérea de bandeira TACV.

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