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Correio da Manhã

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Centros de atendimento de doentes fechados na Guiné-Bissau

Paralisação dos médicos deixou sem assistência os centros de atendimento e de internamento de doentes com Covid-19.
Lusa 20 de Setembro de 2021 às 23:06
Hospital Guiné-Bissau
Hospital Guiné-Bissau FOTO: Cofina
A paralisação laboral iniciada hoje por todos os técnicos de saúde na Guiné-Bissau deixou sem assistência os centros de atendimento e de internamento de doentes infetados pela covid-19, admitiu um porta-voz dos técnicos, Saibano Nhaga.

"Todos os serviços do centro de atendimento de doentes com covid-19 no Hospital Simão Mendes estão fechados, devido ao boicote que se regista no Hospital por parte de todos os técnicos", disse à Lusa, Saibano Nhaga.

O boicote também é observado nos centros de atendimento de covid-19 nos hospitais e centros de saúde do interior da Guiné-Bissau.

Sobre a greve dos técnicos e que afeta os centros de atendimento, a Alta-Comissária contra a covid-19, a médica e antiga ministra da saúde guineense, Magda Robalo, afirmou hoje, na conferência de imprensa de apresentação semanal do balanço da evolução da pandemia no país, que o Governo já está a dialogar com os técnicos no sentido de permitir o fim do boicote convocado por tempo indeterminado.

Sobre o ponto da situação da doença, na última semana, o médico e secretário do Alto-Comissariado contra a covid-19, Plácido Cardoso, precisou que o país registou um total de cinco óbitos, 58 novos casos da infeção e 93 pessoas foram dadas como recuperadas da doença.

Plácido Cardoso assinalou ainda que até o dia 19 de setembro e desde que a pandemia foi declarada oficialmente no país, a Guiné-Bissau somou 6.081 casos acumulados da covid-19, 5.237 pessoas recuperadas da doença, 130 óbitos e 708 casos ativos.

A covid-19 provocou pelo menos 4.689.140 mortes em todo o mundo, entre mais de 228,49 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

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