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Cerca de 12 pessoas morreram desde julho no Congo devido à contaminação de rios

Águas de dois rios infetadas devido a derramamento de líquidos provenientes de minas em Angola.
Lusa 3 de Setembro de 2021 às 16:05
Rio Kasai, no Congo
Rio Kasai, no Congo FOTO: Getty Images
A República Democrática do Congo (RDCongo) disse esta sexta-feira que 12 pessoas morreram desde julho devido à contaminação dos rios Kasai e Tshikapa, no seguimento do derramamento de líquidos provenientes de minas em Angola.

"Este é o número que temos até agora; 12 pessoas morreram por causa da contaminação destes rios, que já não podem ser usados até serem desinfetados", disse o porta-voz do Ministério do Ambiente da RDCongo, Michel Koyakpa, à agência espanhola de notícias, Efe.

"Os pescadores estão parados e muitos peixes e outras espécies morreram, sem contar com outros perigos para o ecossistema", acrescentou o porta-voz.

O Governo congolês, que diz que o culpado dos derrames são as companhias internacionais que operam a mina angolana de Catoca, a quarta maior do mundo na produção de diamantes, pede ao país e às empresas uma compensação pelos danos.

"Depois do trabalho árduo efetuado, o Governo da República irmã de Angola e a sociedade mineira Catoca reconheceram a sua responsabilidade neste drama, pelo qual exigimos uma indemnização", disse o porta-voz.

Em conferência de imprensa, a ministra do Ambiente da RDCongo, Eve Bazaiba, expressou também indignação pelo sucedido e sublinhou que o próprio Governo angolano e a empresa haviam reconhecido a sua responsabilidade pela contaminação dos rios.

A contaminação dos rios começou a notar-se desde julho e, além das mortes, causou diarreia aos habitantes de toda a região servida pelos rios.

Situada no nordeste de Angola, a mina de diamantes de Catoca está nas mãos de um consórcio internacional de companhias mineiras, chamado Sociedade Mineira de Catoca, que inclui a estatal Endiama, a chinesa Lev Leviev International e a russa Alrosa.

O consórcio é responsável pela extração de mais de três quartos dos diamantes em Angola, segundo a Efe.

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