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Descubra quais são as frutas que compõem a mesa do Natal em Moçambique

Frutas frescas encontram-se a preços acessíveis em qualquer esquina da cidade de Maputo.
Lusa 24 de Dezembro de 2019 às 09:34
FOTO: DR
Manga e papaia são as preferências do Natal na capital moçambicana, frutas que, entre as esquinas e avenidas mais frequentadas de Maputo, são vendidas em pequenas bancas improvisadas, dando mais cor à "cidade das acácias".

As principais avenidas da capital moçambicana quase sempre têm cor, principalmente no Natal. Além das acácias, que decoram cada canto da cidade capital, há muita fruta.

Há frutas frescas a preços acessíveis em qualquer esquina, em bancas improvisadas ou até mesmo em carros de mão, veículo típico em Maputo entre vendedores ambulantes.

Em média, a manga, fruta desta época em Moçambique, e a papaia custam 100 meticais (pouco mais de um euro) por quilo. O objetivo é quase sempre o mesmo de quem as vende: facilitar o acesso às frutas e ganhar algum dinheiro para alimentar a família.

"Eu vendo frutas há 35 anos e tem dado para alimentar os meus filhos e mandá-los para escola com este negócio", explica à Lusa Ermelinda Fuguete, 48 anos.

Dona Ermelinda tem uma banca na esquina entre as avenidas Amílcar Cabral e Emília Dausse e, desde que seu marido morreu em 2004, esta tem sido a base para alimentar os seus nove filhos.

A banca da dona Ermelinda é famosa e, embora o número de clientes tenha se reduzido nos últimos tempos, não há dia que passe sem pelo menos um cliente, que quase sempre leva manga ou papaia, entre as principais opções.

Eulália de Sousa é uma das clientes que, mesmo consumida pela azáfama da capital, encontra sempre tempo no final do dia para comprar frutas para as filhas.

"A venda de frutas nestas esquinas é positiva, apesar de existirem pessoas que acham que as frutas ficam expostas ao sol e por isso não são boas.
Nós, que não temos muito tempo, sempre conseguimos parar e comprar. As minhas filhas adoram frutas e eu sempre procuro comprar. As pessoas acabam consumindo mais", afirma a cliente.

Tal como Dona Ermelinda, não faltam em Maputo mulheres que têm nas frutas a arma para combater a pobreza. Na 24 de Julho, uma das principais avenidas de Maputo, Anastácia Ananias, 32 anos, improvisou caixas no passeio para vender frutas e agora, com as festas do Natal, não podia faltar manga.

"Comecei a vender frutas em 2013 e, com este negócio, ganho a vida. Aqui as pessoas compram muita manga", conta à Lusa a comerciante.

No mesmo local, Ilídio Ernesto, 19 anos, empurra um carro de mão cheio de frutas. A missão é clara: descer a avenida 24 de Julho, muitas vezes sob sol escaldante, em busca de novos clientes.

Conta que saiu da província de Inhambane, a 478 quilómetros da cidade de Maputo, para tentar ganhar a vida na capital e o negócio das frutas foi a opção.

"Vim tentar ganhar a vida em Maputo e esta ideia de vender frutas meu irmão foi quem me deu. Dá para sobreviver", refere o jovem comerciante.

Dona Ermelinda, Anastácia Ananias e Ilídio Ernesto são apenas três exemplos entre vários, que, apesar das dificuldades na agitada capital moçambicana, não baixam a cabeça e diariamente saem às ruas de Maputo para lutar pela vida.
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