Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
3

Dirigente do Instituto Marítimo diz que mar da Guiné-Bissau está "em estado de abandono"

Sigá Batista questionou o que existe por detrás da falta de investimento das autoridades na fiscalização das águas territoriais.
Lusa 23 de Setembro de 2021 às 21:01
Mar da Guiné-Bissau
Mar da Guiné-Bissau FOTO: Getty Images
O Presidente do conselho de administração do Instituto Marítimo e Portuário da Guiné-Bissau, Sigá Batista, afirmou esta quinta-feira que o mar do país está num "completo estado de abandono e aberto à pirataria".

Batista, que falava numa cerimónia pública em Bissau, citado pela agência noticiosa da Guiné-Bissau (ANG), aproveitou para questionar o que existe por detrás da falta de investimento das autoridades na fiscalização das águas territoriais do país.

"Se o nosso mar continuar em estado de abandono total é porque existem interesses obscuros de pessoas que ganham com essa situação", defendeu o responsável.

O responsável do Instituto Marítimo Portuário guineense não acredita que o país não possa contratar sinais de satélite ou navios de patrulha para reforçar a fiscalização das águas territoriais.

"Não é difícil para o Governo adquirir sinais de satélite para o controlo de movimentos estranhos nas nossas costas marítimas ou comprar apenas dois barcos que serão colocados na zona económica exclusiva para fiscalizar os nossos recursos haliêuticos", disse Sigá Batista.

O responsável marítimo guineense afirmou ainda que se o país adquirisse aqueles meios, "dentro de um ano" de fiscalização das águas territoriais, a pesca ilícita diminuirá e o país aumentará as suas receitas com o setor.

Com "tanto recurso" marítimo, Sigá Batista não entende como é que a Guiné-Bissau ainda não possui uma escola de formação no domínio da pesca, como têm os vizinhos Senegal e Guiné-Bissau, notou.

"A riqueza que o nosso mar nos dá, poderia ser investida para alavancar outros setores da nossa economia, mas, não é o caso, porque o nosso mar foi deixado aberto e abandonado", lamentou Batista.

Ver comentários