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FMI aprova Programa Monitorizado pelo Corpo Técnico para a Guiné-Bissau

"Guiné-Bissau tem agora uma janela de oportunidade para aplicar reformas fundamentais, que visam a redução dos grandes desequilíbrios macroeconómicos", refere o comunicado.
Lusa 27 de Julho de 2021 às 23:34
Crianças da Guiné-Bissau
Crianças da Guiné-Bissau FOTO: Getty Images
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, aprovou um Programa Monitorizado pelo Corpo Técnico para a Guiné-Bissau para o período entre julho e abril de 2022, anunciou esta terça-feira, em comunicado, a organização financeira.

"Com a renovação das relações com o FMI, a Guiné-Bissau tem agora uma janela de oportunidade para aplicar reformas fundamentais, que visam a redução dos grandes desequilíbrios macroeconómicos e lançar as bases rumo a um crescimento inclusivo", refere o comunicado.

O objetivo do atual programa é "construir um historial sólido" para a obtenção de uma Facilidade de Crédito Alargado, em 2022.

Segundo o FMI, os efeitos da pandemia provocada pela covid-19 afetaram "profundamente" a Guiné-Bissau ao nível da atividade económica, provocando uma "deterioração da sua posição externa e orçamental".

"A prioridade imediata das autoridades é limitar o impacto da pandemia e preservar a estabilidade macroeconómica e financeira", afirma o FMI, salientando que as despesas de saúde aumentaram, o que exigiu apoio financeiro da comunidade internacional.

Em janeiro, foi aprovada uma Linha de Crédito Rápido para a Guiné-Bissau.

O FMI refere também que desde o início do ano as autoridades puseram em prática um "ambicioso programa de consolidação orçamental destinado a garantir a sustentabilidade da dívida e ao mesmo tempo dar resposta às vastas necessidades de desenvolvimento do país".

"As autoridades também estão empenhadas em prosseguir com a sua agenda de reformas. Continuam igualmente empenhadas em reforçar a governação orçamental e a transparência para assegurar que as dotações orçamentais de emergência sejam gastas de forma adequada", acrescenta.

MSE //RBF

Lusa/Fim

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