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Correio da Manhã

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Forças governamentais de Moçambique e Ruanda continuam perseguição aos rebeldes

A vila de Mocímboa da Praia estava ocupada desde 23 de março do ano passado pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico.
Lusa 12 de Agosto de 2021 às 10:13
Forças ruandesas e moçambicanas recuperam Mocímboa da Praia
Forças ruandesas e moçambicanas recuperam Mocímboa da Praia
As forças governamentais de Moçambique e do Ruanda estão "empenhadas na desativação de focos" de presença de insurgentes na vila portuária de Mocímboa da Praia, mas a situação está "calma", disse esta quinta-feira a marinha moçambicana.

"A vila de Mocímboa da Praia continua calma e continuamos empenhados na desativação de alguns focos de presença dos terroristas", afirmou Alexandre Sitoe, oficial da Marinha de Guerra de Moçambique, em declarações à emissora pública Rádio Moçambique, a partir daquela vila.

Alexandre Chongo avançou que as forças conjuntas posicionaram-se nas possíveis linhas de fuga dos insurgentes em Cabo Delgado, visando impedir que os que ainda permanecem escondidos na vila possam escapar.

Os rebeldes que conseguiram fugir, prosseguiu, saíram em debandada, na sequência do ataque da manhã de domingo à vila de Mocímboa da Praia, acrescentou.

Deixaram muito material bélico e diversos produtos roubados à população, prosseguiu o oficial.

Uma operação conjunta das forças governamentais moçambicanas e ruandesas reconquistou a estratégica vila portuária de Mocímboa da Praia, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

A vila, que além do porto conta com um aeródromo, estava ocupada pelos rebeldes desde 23 de março do ano passado, numa ação depois reivindicada pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

A reconquista da vila pelas forças conjuntas de Moçambique e Ruanda ocorreu por volta das 11h00 de domingo (10h00 de Lisboa), após semanas de operações militares, com as forças ruandesas a estimarem, a partir de Kigali, baixas de, pelo menos, 70 pessoas entre os insurgentes.

Grupos armados aterrorizam a província de Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Na sequência dos ataques, há mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, segundo as autoridades moçambicanas.

 

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