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Correio da Manhã

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General português na luta contra o terror em Moçambique

Nuno Lemos Pires comanda forças da UE que vão treinar militares moçambicanos para lutarem contra as forças radicais islâmicas.
Manuela Guerreiro 13 de Julho de 2021 às 08:32
Forças de Moçambique vão receber treino especializados em contraterrorismo, a partir de outubro
Nuno Lemos Pires, brigadeiro-general, exerceu funções na Escola Prática de Infantaria e nos serviços de informação das forças da NATO estacionadas em Valência, Espanha
Forças de Moçambique vão receber treino especializados em contraterrorismo, a partir de outubro
Nuno Lemos Pires, brigadeiro-general, exerceu funções na Escola Prática de Infantaria e nos serviços de informação das forças da NATO estacionadas em Valência, Espanha
Forças de Moçambique vão receber treino especializados em contraterrorismo, a partir de outubro
Nuno Lemos Pires, brigadeiro-general, exerceu funções na Escola Prática de Infantaria e nos serviços de informação das forças da NATO estacionadas em Valência, Espanha
O general português Nuno Lemos Pires vai comandar as forças da União Europeia (UE) que vão treinar as unidades moçambicanas de intervenção rápida para combaterem as forças radicais islâmicas que atuam, sobretudo, na província de Cabo Delgado, no norte do país.

A missão aprovada esta segunda-feira em Bruxelas pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE visa o "restabelecimento da segurança" em Cabo Delgado”.

Fornecerá "treino militar, incluindo preparação operacional, treino especializado em contraterrorismo e treino e educação na proteção de civis, respeito pelo direito internacional humanitário e lei dos direitos humanos".

Intitulada EUTM Moçambique, a missão estará em pleno funcionamento no final de outubro, data a partir da qual contarão os dois anos do seu mandato. Quantos homens terá, e exatamente o que irá fazer "são questões que ainda vão ser acertadas", disse esta segunda-feira Nuno Lemos Pires.

"Portugal disse que daria metade destas forças, calcula-se que serão em torno dos 120, 130, 150... Ainda não sabemos bem. Porque o planeamento começou agora.

E o que sabemos nesta altura é que provavelmente vamos estar em duas bases: uma a sul, entre Maputo e Catembe, e outra a norte, entre a Beira e o Chimoyo, para formar, respetivamente, forças especiais de Marinha e forças especiais de Exército.

Grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo Daesh, numa onda de violência que já provocou mais de 2800 mortes. 
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