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Governo angolano alivia restrições e reabre restauração em Luanda ao fim de semana

Comércio de bens e serviços vai funcionar das 07:00 às 20:00 em todo o país e é alargado o horário dos mercados e venda ambulante até às 18:00.
Lusa 7 de Julho de 2021 às 20:35
Luanda, Angola
Luanda, Angola FOTO: Getty Images
O Governo angolano anunciou esta quarta-feira um alívio de restrições face à pandemia de covid-19, com reabertura dos restaurantes aos fins de semana em Luanda e extensão de horários para várias atividades, uniformizando as regras em todo o território.

As medidas atualizadas da situação de calamidade pública, que vão vigorar entre 09 de julho e 07 de agosto, foram apresentadas, em Luanda, pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida.

As regras, que penalizavam essencialmente a província de Luanda, foco da pandemia em Angola, vão voltar a ser uniformizadas em todo o território nacional, com alargamento de horários em várias atividades, regresso da restauração e cinemas a Luanda e aumento da força de trabalho nos serviços públicos e privados.

O comércio de bens e serviços vai funcionar das 07:00 às 20:00 em todo o país e é alargado o horário dos mercados e venda ambulante até às 18:00.

Os restaurantes e similares, fechados ao fim de semana em Luanda desde 10 de maio, podem voltar a abrir, entre as 06:00 e as 22:00, com limite de quatro pessoas por mesa e sem criação de pistas de dança, sublinhou o ministro.

Mantém-se a obrigatoriedade do uso de máscara e o dever cívico de recolhimento, mas a circulação na via pública, aceite até às 22:00 passa para as 00:00, podendo ser retomada a partir das 05:00.

Quanto aos cinemas e outras atividades recreativas e de lazer podem ser realizadas até às 22:00 em todo o país.

Os serviços públicos e privados passam a ter até 75% da força de trabalho e os privados podem prolongar o horário até às 17:00 nos serviços públicos.

As competições desportivas federadas voltam a ter espetadores em todo o país, até 25% da capacidade, e a prática desportiva individual pode passar a ser realizada sem limitação horária, mantendo-se os ginásios fechados.

Atividades e reunião de todos os tipos poderão ter um máximo de 500 participantes, dependendo de autorização das autoridades competentes para um número superior. Passa também a haver uma recomendação no sentido de evitar atividades de forma ambulante, como marchas, sendo recomendado que se realizam de modo estático e com lugares sentados.

Continua o limite de 20 pessoas para ajuntamentos domiciliares, estando proibidos os salões de festas e praias e piscinas continuam com acesso interdito.

Nos funerais passa a ser permitida a presença de 20 participantes, em caso de morte não resultante da covid-19, estando limitados a 10 pessoas, caso se trate de um óbito devido a esta doença.

Mantêm-se a cerca sanitária na província de Luanda e no território nacional o que obriga a uma quarentena por um período até 10 dias para passageiros provenientes do estrangeiro, bem como teste PCR pré-desembarque e antigénio pós-desembarque.

O ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, também responsável pela comissão multissetorial de combate à pandemia, Francisco Pereira Furtado, adiantou que as medidas tomadas anteriormente permitiram mitigar a tendência de subida das infeções, mas a "situação epidemiológica mantém-se preocupante em Luanda e inspira cuidados em Benguela, Huambo, Huíla e Cabinda".

No entanto, assistiu-se também ao agudizar da situação económica e social face às restrições impostas, pelo que o próximo decreto presidencial prevê medidas de prevenção mais aligeiradas para "equilibrar a vida dos cidadãos" e permitir o funcionamento das atividades de restauração e culturais, ainda que com limitação de horários e capacidade de lotação dos recintos, frisou.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 3.996.519 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 184,4 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente feito pela agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, a Índia ou a África do Sul.

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