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Correio da Manhã

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Governo guineense ameaça levar à justiça técnicos de saúde em greve "por tempo indeterminado"

Boicote aos serviços nos hospitais e centros médicos do país "é um ato criminoso".
Lusa 21 de Setembro de 2021 às 21:51
Fernando Vaz
Fernando Vaz FOTO: Vitor Mota
O porta-voz do Governo guineense, Fernando Vaz, disse esta terça-feira que o executivo pondera levar à justiça os técnicos de saúde pública que se encontram em greve "por tempo indeterminado", iniciada na segunda-feira.

Para o Governo, o comportamento dos técnicos de saúde, que boicotaram os serviços nos hospitais e centros médicos do país, "é um ato criminoso".

"O Governo tomará as medidas adequadas no quadro da lei aplicável porque a vida de cada cidadão guineense é sagrada e valiosa para este elenco", disse Fernando Vaz, ministro do Turismo.

Fernando Vaz, que falava em conferência imprensa, ao lado dos ministros da Saúde Pública, Dionísio Cumbá, e da Função Pública, Tumane Baldé, defendeu que "o chamado boicote" de técnicos da saúde "tem motivações políticas inconfessas".

"Este chamado boicote contra a vida dos cidadãos guineenses, em nome dos interesses meramente inconfessos, prova que a Guiné-Bissau só conhecerá a mudança e que o povo só viverá numa Guiné-Bissau melhor, quando for extirpado, pela raiz, o cancro social que lançou metástases em todos os organismos públicos durante 40 anos, nos tribunais, nos sindicatos, na administração, nas mentalidades", referiu o porta-voz do Governo.

Fernando Vaz acrescentou ainda que os sindicatos do país pretendem "semear o caos social a fim de retirar dividendos políticos" com as paralisações nos setores da saúde e educação, onde também se assiste a uma greve de professores há mais de oito meses.

Os técnicos da saúde reivindicam, entre outros pontos, o pagamento de salários e subsídios em atraso, o enquadramento efetivo do chamado Estatuto do Pessoal de Saúde e melhoria de condições nos centros de atendimento aos doentes de covid-19.

Para atender os doentes que ficaram sem assistência nos hospitais e centros de saúde, desde segunda-feira, dado o facto de não haver serviços mínimos, o Governo mandou hoje médicos militares para o principal hospital do país, o Simão Mendes, em Bissau.

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