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Grupo armado queima 15 casas numa aldeia em Cabo Delgado

Aldeia atacada situa-se a 10 quilómetros de um aquartelamento das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), na aldeia Quinto Congresso.
Lusa 5 de Dezembro de 2021 às 11:51
Destruição em Cabo Delgado
Destruição em Cabo Delgado FOTO: Getty Images
Um grupo armado queimou 15 casas numa aldeia do distrito de Macomia, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, durante um ataque à zona na madrugada de sexta-feira, sem causar vítimas.

O ataque ocorreu na madrugada de sexta-feira na aldeia Nova Zambézia, a 30 quilómetros da sede distrital e próximo da estrada que liga Macomia aos distritos de Mueda, Mocímboa da Praia, Nangade, Muidumbe e Palma, todos da zona norte de Cabo Delgado.

"Estávamos convencidos de que isto não iria voltar a acontecer, porque a sede do distrito de Macomia tem militares", declarou um morador da aldeia Nova Zambézia.

A aldeia atacada situa-se a 10 quilómetros de um aquartelamento das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), na aldeia Quinto Congresso.

"Os atacantes vieram do lado de Quinto Congresso e é lá onde está a base dos militares, é estranho", disse uma outra fonte.

Após a incursão do grupo armado, a população fugiu para o mato, revivendo uma experiência que parecia ter ficado para trás, na sequência do reforço da segurança nos distritos assolados pela ação de grupos armados no norte de Cabo Delgado.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas é aterrorizada desde outubro de 2017 por rebeldes armados, sendo alguns reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas.

Desde julho, uma ofensiva das tropas governamentais com apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas onde havia presença de rebeldes, nomeadamente a vila de Mocímboa da Praia, que estava ocupada desde agosto de 2020.

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