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Homem condenado a 24 anos de prisão por homicídio da mulher em Moçambique

Segundo o tribunal, o casal vivia em "constantes desavenças", movidas por ciúmes.
Lusa 15 de Outubro de 2021 às 19:05
Tribunal
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O Tribunal Provincial de Sofala, no centro de Moçambique, condenou esta sexta-feira a 24 anos de prisão um homem por ter matado a sua mulher, uma ativista que lutava contra a violência baseada no género.

"O coletivo de juízes decide, por unanimidade, em condenar José Lírio Gaspar a pena máxima de 24 anos de prisão maior", disse Martinho Mucheguere, juiz da causa.

Segundo o tribunal, o homem e a sua mulher (Rosita Muchanga), de 24 anos, viviam em "constantes desavenças", movidas por ciúmes.

Rosita Muchanga foi agredida até a morte pelo seu parceiro em fevereiro, com quem tinha um filho menor.

José Gaspar deverá ainda pagar uma indemnização de 300 mil meticais (quatro mil euros) à família da vítima, tendo o tribunal considerado a sua conduta "bastante grave" e "condenável aos olhos da sociedade".

"A conduta do arguido revela total falta de consideração pela vida humana" por isso "não vai beneficiar de atenuação da pena", referiu o juiz, acrescentando que a condenação visa combater casos de violência baseada no género.

A defesa avançou que vai recorrer, esperando que haja "ponderação ou um outro entendimento" de instâncias superiores face ao crime de que o arguido é acusado.

Rosita Muchanga está a ser homenageada através da campanha "Dê Esperança a 1001 Rositas" devido à sua contribuição na comunidade, através da criação de grupos de raparigas para as ensinar sobre o empoderamento, prevenção do HIV e violência baseada no género.

A campanha, que decorre desde 14 de setembro em Moçambique, visa a criação de uma "maior consciência e reflexão" à volta da violência baseada no género e violência por parceiro íntimo.

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