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Jovens são-tomenses desafiados a serem protagonistas na luta contra alterações climáticas

residente da República, Carlos Vila Nova e o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus fizeram esta sexta-feira o apelo.
Lusa 5 de Novembro de 2021 às 22:54
São Tomé e Príncipe
São Tomé e Príncipe FOTO: Getty Images
O Presidente da República, Carlos Vila Nova e o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, apelaram esta sexta-feira aos jovens são-tomenses que sejam protagonistas e tenham vigilância máxima contra as alterações climáticas no país.

O repto dos dirigentes são-tomenses foi lançado na celebração do dia da juventude são-tomense celebrado esta sexta-feira sob o lema "o papel das associações juvenis no combate as alterações climáticas".

Ainda em viagem de regresso a São Tomé, depois de participar na cimeira sobre as alterações climáticas, COP26, o Presidente da República, Carlos Vila Nova enviou uma mensagem de vídeo, para reforçar o envolvimento dos jovens nas questões das alterações climáticas constituem uma das principais ameaças agravada pela "insularidade e incontornável exiguidade" do país.

"A juventude tem de assumir essa responsabilidade. Ela tem de agir e tornar-se o principal protagonista na luta que travamos contra essas ameaças e põem em causa o nosso futuro coletivo, particularmente da nossa juventude que, naturalmente, viverá nesse tempo", exortou Carlos Vila Nova.

O chefe de Estado considerou que os problemas ambientais atuais são resultados de "políticas, atitudes e comportamentos passados que não integraram o ambiente na sua prática, permitindo que as coisas chegassem hoje ao ponto que chegou".

A juventude representa cerca de 70% da população de São Tomé e Príncipe. O primeiro-ministro Jorge Bom Jesus que presidiu o ato central alusivo ao dia da juventude são-tomense exortou os jovens para serem pró-ativos nas questões do ambiente.

"A nossa juventude não deve estar sossegada, impávida e serena, como se o problema do clima não lhe dissesse respeito ou tocasse. Muito pelo contrário, a juventude deve despertar, numa atitude de vigilância máxima e pro-ação, porque importa encontrar soluções locais para problemática global", disse o primeiro-ministro.

A coordenado das Nações Unidas em São Tomé e Príncipe, Katarzina Wawiernia considerou que "torna-se necessário investir no empoderamento e na integração da Juventude nas políticas e nos programas, pois é um imperativo para o avanço irreversível no caminho para a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável."

"Mas os jovens não podem fazer isso sozinhos. Eles precisam de aliados para se certificarem de que estão engajados, incluídos e compreendidos. Assim, é necessário que contribuamos para garantir aos jovens um lugar à mesa enquanto construímos em conjunto, um mundo baseado no desenvolvimento inclusivo, justo e sustentável para todos," defendeu a represente da ONU, enquanto os dos principais financiadores de projetos e programas de jovens no arquipélago.

O presidente do Conselho Nacional da Juventude afirmou que "torna-se imprescindível o apoio incondicional da juventude no combate às alterações climáticas", tendo apelado aos jovens "a engajarem-se de forma ousada no combate as alterações climáticas."  

Calisto Nascimento afirmou que a escolha do tema sobre as alterações climáticas para a celebração do dia da juventude são-tomense tem "o propósito de chamar as associações juvenis, para também sentarem a mesa e provocar debates, criar mecanismos para que os líderes das associações nas comunidades, nas escolas, possam contribuir ativamente, em primeira pessoa no combate as alterações climáticas.

"As associações juvenis podem desempenhar um papel extremamente importante concernente, mobilização, sensibilização, informação e também na capacitação dos mais diversos jovens", afirmou o presidente do CNJ.

O dia cinco de novembro foi instituído dia da juventude, em homenagem a um grupo de jovens estudantes que em 1974 ergueram a sua voz em protesto pela independência de São Tomé e Príncipe.

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