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Mais de 123 mil eleitores votam em 309 mesas votos nas eleições de domingo em São-Tomé

Em disputa está a eleição de 55 deputados à Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos.
Lusa 24 de Setembro de 2022 às 16:50
 São Tomé e Príncipe
São Tomé e Príncipe FOTO: André Kosters/ Lusa
A Comissão Eleitoral Nacional (CEN) são-tomense anunciou hoje que 123.301 eleitores são-tomenses votam em 309 mesas de voto, distribuídas no território nacional e na diáspora, para as eleições legislativas, regional e autárquicas de domingo.

Os números foram apresentados hoje pela CEN aos membros das missões de observação eleitoral que se encontram no país durante um encontro que teve lugar na parlamento são-tomense.

Dos 123.301 eleitores, 108.609 estão inscritos em São Tomé e Príncipe e 14.692 estão inscritos nos 10 países da diáspora onde os são-tomenses votam pela primeira vez nas eleições legislativas.

Em São Tomé e Príncipe haverá 262 mesas de votos que se somam a mais 47 mesas da diáspora, num total de 309.

No domingo, 11 partidos e movimentos, incluindo uma coligação, concorrem às eleições legislativas de São Tomé e Príncipe, no mesmo dia em que são eleitos os presidentes das autarquias e o governo regional do Príncipe.

Em disputa está a eleição de 55 deputados à Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e de África.

A distribuição de mandatos foi feita pelo tribunal Constitucional tendo em conta o número de eleitores por distritos, sendo que em Água-Grande serão eleitos 14 deputados, 10 em Mé-Zochi, sete em Lobata, seis em Cantagalo, seis em Lembá, cinco em Caué, cinco na Região Autónoma do Príncipe, um no círculo da África e um na Europa.

O Presidente da República de São Tomé e Príncipe apelou hoje ao voto e pediu aos são-tomenses que "não se divorciem da democracia" e que mantenham "calma e serenidade" no período pós-eleitoral.

"O mundo vive neste momento uma inequívoca onda de descrédito na política e na forma convencional de se fazer política. Entre nós também cresce o ceticismo. Algo normal! O que não pode ser normal é negarmos esta realidade e não refletirmos o que cada um deve e pode fazer melhor e diferente. Mas esta reflexão não pode ser feita à custa de nos divorciarmos e abandonarmos a democracia", disse Carlos Vila Nova, numa mensagem à nação na véspera das eleições.

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