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Mais de 22 mil pessoas em risco de fome devido ao corte de estradas em Moçambique

"Só temos comida para os próximos cinco dias", disse Gracinda Macamo, administradora de Massangena, no sul do País.
Lusa 16 de Fevereiro de 2021 às 17:15
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Imagem ilustrativa FOTO: Getty Images
Mais de 22 mil habitantes do distrito de Massangena, província de Gaza, sul de Moçambique, enfrentam o risco de fome, devido à falta de abastecimento alimentar provocada pelo corte de vias de acesso pela chuva, anunciou o governo distrital.

Gracinda Macamo, administradora de Massangena, disse esta terça-feira à emissora pública Rádio Moçambique que o comércio no distrito está quase paralisado, porque o transporte de mercadorias está com dificuldades de garantir o abastecimento alimentar.

"Só temos comida para os próximos cinco dias", declarou Gracinda Macamo.

As vias rodoviárias entre Massangena e outros pontos da província de Gaza estão cortadas, devido à chuva torrencial que cai no sul de Moçambique, acrescentou.

Na província de Inhambane, também no sul, vários acessos rodoviários e pontes também estão intransitáveis, devido à chuva, disse o delegado da Administração Nacional de Estradas (ANE) na província, Dady Mendes.

Dady Mendes avançou que a ANE mobilizou 20 empreiteiros para a reparação dos "troços problemáticos".

Moçambique está em plena época chuvosa e ciclónica, que ocorre entre os meses de outubro e abril, com ventos oriundos do Índico e cheias com origem nas bacias hidrográficas da África Austral.

Este ano milhares de pessoas já foram afetadas pelas intempéries.

As mais graves foram a tempestade Chalane, no final do ano, e o ciclone Eloise, em janeiro, com um balanço oficial total de 19 mortos, mas relatos de autoridades locais apontam para o dobro.

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