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Militares portugueses em missão das Nações Unidas na República Centro-Africana empenhados em operação de paz em Bouar

Força portuguesa, maioritariamente composta por paraquedistas do Exército e controladores aéreos avançados da Força Aérea, foi projetada no dia 10 de junho.
Sérgio A. Vitorino 7 de Julho de 2021 às 11:59
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Os militares de elite portugueses em missão das Nações Unidas na República Centro-Africana foram, nas últimas semanas, empenhados numa operação de imposição de paz em Bouar, zona de grande atividade dos grupos armados a mais de 400 km da base portuguesa, que fica na capital Bangui.

De acordo com o Estado-Maior-General das Forças Armadas "Face à situação de tensão existente na região Oeste da República Centro-Africana, com relatos de confrontos entre elementos afetos ao Grupo Armado 3R (Regresso, Reclamação, reconciliação) e as Forças Armadas Centro Africanas, a MINUSCA lançou uma operação, com a finalidade de garantir a proteção de civis, a liberdade de movimentos e criar condições para um ambiente estável e seguro nesta região."

A força portuguesa, maioritariamente composta por paraquedistas do Exército e controladores aéreos avançados da Força Aérea, foi projetada no dia 10 de junho (dia de Portugal). Um total de 154 militares e 48 viaturas táticas fez a movimentação sob difíceis condições meteorológicas e do terreno, o que "se traduziu num deslocamento de dois dias."

"Durante a operação, a Força de Reação Rápida realizou ações de reconhecimento aéreo, com o apoio de helicópteros do Grupo de Aviação do Bangladesh e de Veículos Aéreos Não Tripulados "Raven", do Exército Português, que contribuíram para a recolha de informação sobre, entre outros, a presença e movimentação dos Grupos Armados", é explicado.

A Força Portuguesa realizou, ainda, patrulhas de segurança terrestres, em várias povoações da região de Bouar, nas quais estabeleceu contacto com a população local, "verificando as suas condições de segurança e recolhendo informação sobre eventuais ameaças."

No dia 4 de julho regressaram a Bangui, "encontrando-se agora a cumprir o período de regeneração, com vista a recuperar a sua máxima capacidade operacional, para futuras missões que lhe possam ser atribuídas."

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