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Ministro das Finanças de São Tomé e Príncipe demitiu-se

Primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, aceitou pedido de demissão de Osvaldo Vaz.
Lusa 23 de Setembro de 2021 às 00:23
Osvaldo Vaz
Osvaldo Vaz FOTO: Direitos Reservados
O ministro do Planeamento, Finanças e Economia Azul de São Tomé e Príncipe, Osvaldo Vaz, apresentou a demissão do cargo ao primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, que já aceitou o pedido, confirmaram fontes governamentais.

Osvaldo Vaz é um dos vice-presidente do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP-PSD) que lidera a 'nova maioria' integrada pela coligação PCD-MDFM-UDD, no poder em São Tomé e Príncipe desde dezembro de 2018.

O pedido de demissão do ministro das finanças ainda não foi tornado público pelo Governo, mas a Lusa apurou que o governante deverá ser substituído pelo atual diretor dos impostos, Engrácio Graça.

Osvaldo Vaz deixa o Governo no momento em que o executivo de Jorge Bom Jesus tem no Parlamento a proposta de reajuste salarial que, apesar da oposição e de sucessivas greves de vários sindicatos de trabalhadores, o governo prometeu fazer aprovar ainda este ano para imprimir maior justiça salarial na função pública são-tomense.

Em 11 de setembro, o chefe do Governo são-tomense anunciou uma "remodelação governamental" após a posse do futuro Presidente da República, em 02 de outubro, para "imprimir nova dinâmica" ao Governo, a um ano das eleições legislativas.

"O Governo tem mais sensivelmente um ano de governação. Eu tenho que tirar ilações dos resultados. Precisamos de imprimir uma nova dinâmica na governação, ajustá-la para esta reta final, com maior dinamismo", disse Jorge Bom Jesus, em entrevista à agência Lusa.

O chefe do Governo escusou-se a revelar que pastas serão alvo desta remodelação, afirmando que ainda está a ponderar, nem precisou prazos.

"[A remodelação governamental] vai acontecer seguramente, é precisamente para reestruturar", comentou, acrescentando que "não vai tardar muito depois da tomada de posse" do próximo Presidente da República, Carlos Vila Nova, eleito em 5 de setembro.

"Até porque não há muito tempo", disse, numa alusão aos cerca de 13 meses que faltam para as próximas eleições legislativas.

Para esta remodelação Jorge Bom Jesus também disse estar ainda a pensar se chamará um novo ministro para as pastas da Defesa e Ordem Interna, que assumiu interinamente após a exoneração do anterior responsável, Óscar Sousa, há cerca de um mês, entre a primeira e a segunda voltas das eleições presidenciais.

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