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"Ninguém se vai salvar sozinho": Presidente angolano deixa alerta após ser vacinado contra Covid-19

João Lourenço foi uma das altas figuras do Estado angolano acolhidas esta quinta-feira no centro de vacinação em Luanda.
Lusa 13 de Maio de 2021 às 19:07
Filha do presidente angolano João Lourenço foi nomeada em março para administradora executiva da Bodiva
Filha do presidente angolano João Lourenço foi nomeada em março para administradora executiva da Bodiva FOTO: Lusa
O Presidente de Angola foi esta quinta-feira o cidadão número 591.886 a ser vacinado no país e insistiu na solidariedade internacional para um acesso mais igualitário às vacinas contra a covid-19, pois "ninguém se vai salvar sozinho".

João Lourenço foi uma das altas figuras do Estado angolano acolhidas esta quinta-feira no centro de vacinação contra a covid-19 em Luanda, num altura em que os números de infeções não param de crescer em Angola, com as autoridades a mostrarem-se preocupadas com as novas estirpes e a tomarem medidas mais restritivas para prevenir a doença.

"Reiteramos o nosso apelo para que os países desenvolvidos, que têm a capacidade industrial de produzir vacinas sejam mais sensíveis, e entendam que ninguém se vai salvar sozinho. Ou nos salvamos todos, ricos e pobres, poderosos e não poderosos, ou ninguém se vai salvar. É uma pandemia que atingiu todo o planeta e tem de se atender todo o planeta", disse Lourenço, à saída do centro onde recebeu a primeira dose da vacina russa Sputnik V.

Além do chefe de Estado e da primeira dama, Ana Dias Lourenço, receberam a vacina o vice-presidente da República, Bornito de Sousa, o ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Pedro Sebastião, e a ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira.

Angola recebeu já as primeiras 40 mil doses de um lote de 6 milhões da Sputnik V, adquiridas por cerca de 94 milhões de euros, bem como 624 mil doses da vacina AstraZeneca, no âmbito da iniciativa Covax, e 200 mil doses da Sinopharm numa oferta do Governo chinês.

João Lourenço assinalou que existe pouca capacidade de resposta por parte dos produtores de vacinas, face à procura mundial pelo que deve ser feito um esforço para que as vacinas cheguem aos beneficiários a preço acessíveis, nomeadamente aos países africanos sem grandes recursos financeiros.

O chefe de Estado manifestou-se, no entanto, otimista que "será ouvido" o apelo dos que mais necessitam para que o problema seja resolvido rapidamente.

O Presidente admitiu, porém, que o executivo angolano não confia apenas no que é oferecido e que vai ser necessário comprar mais vacinas.

"Esse esforço está a ser feito, apesar das dificuldades que existem. À medida que vamos mobilizando mais recursos financeiros vamos continuar a lutar por adquirir mais vacinas", realçou.

Angola usou até à data mais de 620 mil doses de vacinas contra a covid-19, incluindo 40 mil pessoas já totalmente vacinadas (com a primeira e segunda doses administradas).

O país registou até quarta-feira 29.405 casos desde o início da pandemia, incluindo 645 óbitos, 25.187 recuperados da doença e 3.573 ativos.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.333.603 mortos no mundo, resultantes de mais de 160,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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