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Reabertas oito escolas encerradas devido a ataques armados no centro de Moçambique

Encarregados de educação ainda receiam a retoma das aulas. Temem que ocorram outros ataques na região.
Lusa 13 de Agosto de 2021 às 18:17
Moçambique
Moçambique FOTO: Getty Images
Pelo menos oitos escolas encerradas há um ano devido aos ataques armados na província de Manica, no centro de Moçambique, foram reabertas, anunciaram esta sexta-feira as autoridades.

"Eram, no total, oito escolas [que estavam encerradas] na sequência dos ataques da Junta Militar da Renamo. Todas elas já reabriram", disse Francisco Chaparica, diretor distrital de Educação no distrito de Gôndola, em Manica, onde estão localizadas as escolas.

Segundo as autoridades, o distrito de Gôndola foi o mais afetado pelos ataques armados, que são atribuídos a um grupo dissidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), autoproclamado Junta Militar daquele partido de oposição.

De acordo com a fonte, os encarregados de educação ainda receiam a retoma das aulas, temendo que ocorram outros ataques na região.

"Alguns [deslocados] já regressaram às suas zonas de origem, mas outros não porque temem que aconteçam novamente os ataques", frisou Francisco Chaparica.

A autoproclamada Junta Militar da Renamo tem protagonizado ataques armados desde agosto de 2019, cujos alvos são civis e do elementos ligados ao Estado no centro do país, com um saldo de pelo menos 30 mortos.

O grupo contesta o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado em 6 de agosto de 2019, em Maputo, pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, e que prevê, entre outros aspetos, o Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) do braço armado da Renamo, envolvendo cerca de 5.000 membros.

A Junta Militar, chefiada por Mariano Nhongo, um general da guerrilha da Renamo, acusa a atual liderança do partido de ter traído os ideais do falecido presidente da organização, Afonso Dhlakama, nos compromissos que assumiu com a liderança do executivo da Frelimo.

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