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"20 minutos de loucura": Fisiculturista mata pais professores, coloca corpos na bagageira do carro e atira-os ao rio

Homem de 31 anos tinha desentendimentos frequentes com o progenitor. Discussão sobre dinheiro foi a gota de água.
22 de Março de 2021 às 18:24
Benno Neumair
Benno Neumair FOTO: Instagram

Benno Neumair, um fisiculturista italiano de 31 anos, confessou ter assassinado os pais, e atirado os corpos ao rio Ádige, em Itália, num ato de loucura. 

O homicídio ocorreu em Bolzano, quando Peter e Laura, ambos professores, desapareceram sem deixar rasto. O corpo da mulher foi encontrado no rio Ádige com sinais de estrangulamento e o do homem nunca chegou a aparecer. 

O fisiculturista confessou o crime assumindo que as discussões com o pai eram frequentes e que isso levou ao homicídio. Os meios de comunicação italianos, como o Corriere della Sera, descrevem o caso como "os 20 minutos de loucura de Benno". 

"O meu pai costumava acusar-me de ser inútil (...) Senti-me tão encurralado, sem nenhuma saída. Refugio-me no meu quarto e sou pressionado mesmo que queira estar em paz. Eu só queria silêncio. Silenciei-o, peguei a primeira corda de escalada que encontrei num alguidar de plástico onde tenho as ferramentas", descreveu o italiano ao ser interrogado.

Benno colocou os corpos na bagageira do carro do pai e atirou-os ao rio. Depois foi para casa de uma amiga, Martina, com quem passou a noite. 

O homem é descrito por alguns familiares como "manipulador". Estava na casa do pai naquele dia e terá discutido por diversas vezes com o mesmo. Primeiro porque teve de levar o cão da família a passear, depois porque, segundo o pai, precisava de fazer mais em casa. Benno afirma que foi para o quarto para evitar discutir, "como acontecia sempre".

Uma nova discussão, desta vez por dinheiro, foi a gota de água. Peter, o pai, queria que Benno contribuísse mais financeiramente para a casa. "Dava 350 euros de aluguer aos meus pais. O meu pai queria que passasse a pagar 700 euros a partir de janeiro que é um terço da renda. Respondi que não era correto. O meu pai insistiu que eu tinha de sair de casa", descreve o homicida. Benno passou então para um ato extremo matando primeiro o pai e depois a mãe que chegaria entretanto. 

"Não sei se o estrangulei por trás ou pela frente. Só me lembro que apertei com muita força. Depois, fiquei sentado, ou deitado no corredor. Lembro-me que naquele momento o meu telemóvel tocou, provavelmente atendi. Aí lembro-me que fiquei agitado de novo. Fui em direção à porta, a minha mãe entrou, eu ainda estava com a corda na mão e tive vontade de fazer a mesma coisa [que fez com pai], sem sequer me despedir", admitiu o homem.

O fisiculturista está acusado de homicídio e ocultação de cadáver.

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