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64% dos brasileiros acreditam que Bolsonaro sabia de corrupção no Ministério da Saúde e nada fez

Sondagem divulgada este domingo reforça os dados negativos que outros levantamentos têm revelado sobre o presidente brasileiro.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 11 de Julho de 2021 às 21:53
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro FOTO: Getty Images

No pior momento do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, desde que iniciou o seu mandato, em 1 de janeiro de 2019, uma nova sondagem de opinião pública realizada pelo Instituto Datafolha reforça o descontentamento e a desconfiança dos cidadãos com o chefe de Estado.

Na sondagem, divulgada este domingo, a maioria dos brasileiros diz acreditar que há corrupção no governo Bolsonaro, particularmente no Ministério da Saúde, que deveria concentrar esforços e recursos no combate à pandemia do Coronavírus, e que o presidente sabe dessas irregularidades e nada faz.

Para 70%, indica o levantamento feito pelo Datafolha em todas as regiões do Brasil, não há dúvida de que existe corrupção em vários órgãos do governo de Jair Bolsonaro. Desses, 63% acreditam que o maior foco de corrupção acontece no Ministério da Saúde, que no ano passado e neste recebeu altíssimas verbas extraordinárias para combater a Covid-19, e 64% disseram acreditar que o chefe de Estado sabia e não fez nada para impedir.

A sondagem divulgada este domingo reforça os dados negativos que outros levantamentos têm revelado sobre o presidente brasileiro, que a cada dia perde mais apoio e, à medida que a sua popularidade derrete, faz mais ameaças contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso e insinua que poderá dar um golpe de Estado com o apoio de militares antes das presidenciais de 2022, em que o arqui-inimigo Lula da Silva surge como favorito. Em levantamentos divulgados nos últimos três dias, a maioria dos brasileiros, com índices que vão dos 55% aos 66%, conforme a questão perguntada pelo Datafolha, considerou Jair Bolsonaro desonesto, falso, incompetente, amigo apenas dos mais ricos, despreparado e pouco inteligente, e, pela primeira vez, mais da metade dos cidadãos, 55%, disse apoiar a destituição dele.

O Ministério da Saúde, que Bolsonaro militarizou demitindo dois ministros médicos e colocando dezenas de generais, coronéis e outros fardados nos postos-chave mesmo sem eles terem qualquer conhecimento na área, tem sido alvo de denúncias gravíssimas de desvios na aquisição pelo governo federal de vacinas contra a Covid-19, entre outras. Em Junho, um até aí aliado de Bolsonaro, o deputado Luis Miranda, e o irmão dele, Luis Ricardo Miranda, chefe do departamento de importação de vacinas do Ministério da Saúde, denunciaram à comissão do Senado que investiga irregularidades na área que, em Março, ao perceberem indícios de corrupção em contratos, foram avisar o presidente pessoalmente, mas este não tomou providência alguma.

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