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Correio da Manhã

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Roubos, tráfico de droga e abuso sexual: A vida de 'playboy' do suspeito de raptar Maddie

Christian Brueckner vivia um estilo de vida nómada, a seduzir turistas e a cultivar a imagem de um homem romântico.
Marta Ferreira 15 de Junho de 2021 às 20:16
Christian Brueckner
O Jaguar XJR 6 onde circulava Christian Brueckner
Christian Brueckner
O Jaguar XJR 6 onde circulava Christian Brueckner
Christian Brueckner
O Jaguar XJR 6 onde circulava Christian Brueckner
É o principal, e talvez único atualmente, suspeito do rapto e possível morte de Madeleine McCann, a menina britânica de três anos que desapareceu de um resort na Praia da Luz, Algarve, em 2007. 

Durante anos, viveu um estilo de vida nómada, onde viajava na sua autocaravana pela Europa, e seduzia turistas pelo caminho. Christian Brueckner aparentava ser um homem sedutor, com as mulheres que quisesse, porém, esta imagem de 'playboy, como descreve o jornal britânico Mirror escondia um verdadeiro predador envolto em crimes como roubos, tráfico de drogas e abuso sexual. 

Sabe-se que, atualmente, Brueckner é um criminoso condenado, mas o que se sabe da sua vida antes de estar na mira da polícia alemã? Os olhos azuis, feições suaves e cabelo loiro, escondiam um predador que traficava droga, invadia e roubava casas e deixava um rasto de abuso sexual infantil por onde passava. 

Christian, de 44 anos, cumpre atualmente sete anos pela violação de uma idosa no Algarve. Condenado pela primeira vez por abuso sexual de crianças aos 17 anos, em 1994, o pedófilo mudou-se para Portugal em 1995 onde viveu mais de 10 anos perto da Praia da Luz, no Algarve. 

Ao longo de décadas, suspeita-se que o criminoso tenha sido alvo de 17 condenações separadas. Enquanto isso, desfrutava de uma vida nómada pela Europa, mantendo-se escondido das autoridades.

Do primeiro roubo à fuga para Portugal 
Brueckner cresceu em Würzburg, na Alemanha. O seu primeiro roubo ocorreu quando tinha apenas 15 anos, mas os crimes não se ficariam por aí. Aos 17 anos já tinha cumprido dois anos de pena por abuso sexual de uma menina de seis anos e por se expôr a outra menina de nove.

Após cumprir essa sentença, o alemão foge para Portugal. Segundo o jornal alemão Bild, Brueckner não sabia nada sobre Portugal quando fugiu para o nosso país. "Fomos para Lagos porque gostámos muito do nome. Tínhamos uma tenda connosco e acampámos no campo", terá dito o suspeito. 

Posteriormente alugou uma propriedade em Monte Judeu, perto da Praia da Luz, e terá sido visto a conduzir em alta velocidade em estradas rurais no seu Jaguar XJR6 1993. Segundo o mesmo jornal, o suspeito seduzia turistas que se encontravam junto daquele ponto turístico algarvio. 

De acordo com as declarações de uma ex-namorada, o alemão conseguia ser "muito charmoso, muito engraçado e muito suave na forma como falava".

"Vestia-se sempre bem, segurava a porta, esse tipo de coisa. Ele conduzia um carro bonito - o Jaguar preto - era muito cavalheiro e falava corretamente", disse a ex-namorada citada pelo jornal britânico Mirror.

Por detrás da fachada de homem romântico e sedutor, estava um criminoso que levava uma vida de crime. Traficava canábis, droga, tráfico e roubava casas, computadores e passaportes de quartos de um resort próximo.

Torturou sem remorsos idosa de 72 anos
O predador sexual não se focava apenas em crianças. Também as mulheres idosas, e frágeis, eram um alvo para Brueckner. O homem vendou os olhos e violou uma americana de 72 anos no seu apartamento no Algarve. Depois, espancou-a com uma vara de metal.

O ataque ocorreu em 2005 e foi gravado. As imagens foram descobertas pelos amigos que entraram na casa de Brueckner para lhe roubar a câmera.

Uma das testemunhas revelou que esses amigos destruíram o vídeo com "nojo" do que tinham visto e não denunciaram o crime à polícia. Só dez anos depois fizeram a revelação às autoridades. 

A idosa disse à polícia que sentiu que Brueckner gostou de a torturar.
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