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Correio da Manhã

Mundo

Abatido cabecilha do Gang de Ecko, a maior milícia do Rio de Janeiro

Morte com tiro à queima-roupa pela polícia, dentro da ambulância em que seguia ferido, levanta suspeitas.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 14 de Junho de 2021 às 09:01
Polícia tem desenvolvido diversas ações dentro das favelas do Rio de Janeiro, um ‘mundo’ com regras próprias dominado por criminosos e foras da lei
Ecko era procurado. Recompensa de 10 000 reais (1614 euros)
Polícia tem desenvolvido diversas ações dentro das favelas do Rio de Janeiro, um ‘mundo’ com regras próprias dominado por criminosos e foras da lei
Ecko era procurado. Recompensa de 10 000 reais (1614 euros)
Polícia tem desenvolvido diversas ações dentro das favelas do Rio de Janeiro, um ‘mundo’ com regras próprias dominado por criminosos e foras da lei
Ecko era procurado. Recompensa de 10 000 reais (1614 euros)
A morte, no fim de semana, de Wellington da Silva Braga, conhecido por Ecko, cabecilha da mais poderosa milícia do Rio de Janeiro, passou rapidamente de uma importante vitória sobre os grupos paramilitares, para mais uma suspeita de execução sumária pela polícia. Ecko foi morto com um tiro à queima-roupa dentro da ambulância que o levava ao hospital.

Inicialmente, Ecko tinha sido ferido quando a Polícia Civil (Judiciária) invadiu a casa da mulher dele, na favela Três Pontes, no bairro de Paciência, zona Oeste do Rio. Mas a morte só ocorreu quando era levado de ambulância para o hospital, ao receber um outro tiro, este à queima-roupa, após supostamente ter tentado tirar a arma a uma agente que o escoltava.

Essa versão está a levantar suspeitas, pois não parece muito provável que um homem baleado com um tiro de arma militar tenha forças para se levantar da maca dentro de uma ambulância, cercado por agentes armados. Também causou estranheza que a polícia tenha decidido levar o miliciano para o Hospital Miguel Couto, na zona Sul, a 50 km do local onde foi preso e ferido, quando o Hospital Pedro II, um dos maiores da cidade, fica a menos de 5 km.

Ecko era o criminoso mais procurado do Rio desde 2017, quando assumiu o comando da milícia, então chamada Liga da Justiça, matando todos os adversários e mudando o nome do gang para Bonde do Ecko.

O Ministério Público estima que cerca de dois milhões de pessoas vivam na vasta área do Rio dominada pela milícia, que movimenta milhões de euros por mês, obrigando ao pagamento de uma suposta taxa de segurança por moradores e comerciantes, que só podem comprar gás, energia e aceder à internet, tudo ilegal, nas lojas do grupo, que também invadiu cerca de 10 mil casas para as arrendar e lucrar com as rendas.

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suspeitos foram mortos no mês passado pela polícia na favela do Jacarezinho. A polícia garante que todos morreram em combate, de arma na mão, mas há inúmeros relatos de que vários suspeitos foram abatidos quando já se tinham rendido.

Capitão Adriano
Em fevereiro do ano passado, o cabecilha de outra milícia carioca, a do Rio das Pedras, o ex-polícia conhecido como Capitão Adriano, aliado de Ecko, também foi morto em circunstâncias suspeitas no interior da Bahia, para onde tinha fugido.
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