Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
1

Adolescente entre os cinco mortos em tiroteio na Colômbia

Seis outras pessoas ficaram feridas.
Correio da Manhã 27 de Setembro de 2021 às 15:13
FARC
FARC FOTO: Getty Images

Cinco pessoas, incluindo uma adolescente de 15 anos, foram mortas a tiro e seis ficaram feridas num ataque armado no sudoeste da Colômbia, no domingo. Este ataque foi o mais recente de uma série de ataques por grupos armados.

Duas pessoas foram mortas no local e mais três morreram posteriormente no hospital. Os órgãos de comunicação locais revelaram que um dos mortos era uma menina de 15 anos, avançou a BBC News.

Um comandante militar culpou um grupo rebelde dissidente pelo ataque. Os Oficiais do Exército afirmaram que homens armados dispararam contra "um local público" numa área rural fora do município colombiano de Tumaco. A imprensa local descreveu o local como uma discoteca.

O general Álvaro Vicente Pérez, do exército colombiano, sublinhou que a culpa é de um grupo de ex-rebeldes dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que se auto denominam Coluna Uriel Rendón. O governo assinou um acordo de paz com as FARC há cinco anos, mas alguns membros do grupo extremista que não concordaram com o acordo desvincularam-se do grupo e continuaram com os ataques.

Em julho, rebeldes dissidentes das FARC assumiram a responsabilidade por um ataque a um helicóptero que transportava o presidente Iván Duque e um carro-bomba fora de uma base do exército na cidade de Cúcuta, no norte do país, do qual resultaram 36 pessoas  feridas.

O instituto da Colômbia para o estudo do desenvolvimento e da paz, Indepaz, registou o que chama de "massacres", ataques que resultam em múltiplas fatalidades. Acrescentou que em todo o país houve 72 "massacres" entre 1 de janeiro e 21 de setembro deste ano, com um total de 258 vítimas mortais.

A província de Nariño onde ocorreu o último ataque é uma das mais atingidas. A área é uma das principais regiões produtoras de cocaína da Colômbia e é disputada por vários grupos armados que querem controlar o comércio da estupefacientes e de cultivo ilegal.

Muitos dos rebeldes das FARC, que não assinaram o acordo de paz de 2016, passaram para o tráfico de drogas e outras atividades criminosas.

O major-general Pérez afirmpu que a rivalidade entre a coluna Uriel Rendón e outros gangues armados parece ter desencadeado este último tiroteio mortal. O governador da província de Nariño admitiu que lidar com os ataques estava "além da capacidade" das autoridades regionais e apelou à polícia e aos militares por ajuda.

Colômbia Farc crime lei e justiça política distúrbios guerras e conflitos tiroteio
Ver comentários